sábado, 30 de outubro de 2010

Cultura é...

... assistir no Grande Auditório do CCB, ao concerto "Em Ré maior", da Orquestra de Câmara Portuguesa. Sob a direcção de Pedro Carneiro, a O.C.P. interpretou obras de Ludwig van Beethoven (1770-1827) e Johannes Brahms (1833-1897), compositores em que Ré maior é uma tonalidade dominante nas suas obras. A primeira parte foi preenchida com o Concerto para violino e orquestra em Ré maior, Op. 61, de Beethoven. Com o romeno Adrian Florescu, como solista, ouvimos o concerto mais longo deste compositor alemão, só o primeiro andamento tem mais de vinte e cinco minutos, e ainda com a particularidade de o segundo andamento estar ligado ao terceiro. Esta obra, estreada em Viena em 1806, tendo como solista Franz Clément, por quem Beethoven nutria grande admiração, só se tornou célebre a partir de 1844, quando um jovem prodígio, Joachin de seu nome, de apenas treze anos, a apresentou em Londres, sob a direcção de Mendelssohn. Após o intervalo, ouvimos a O.C.P. interpretar a Sinfonia nº 2 em Ré maior, Op. 73, de Brahms. Brahms, que numa digressão pela Alemanha, conheceu Joseph Joachin, o grande violinista húngaro que tornou famoso o Concerto de Beethoven, que a O.C.P. interpretou na primeira parte deste concerto, foi quem iniciou Brahms na técnica dos instrumentos da orquestra, que até então se limitava ao piano. Joachin foi quem introduziu este compositor na corte de Weimar, onde conheceu Liszt e Schumann. Brahms, quando jovem, foi considerado o sucessor de Beethoven e Schubert, no que diz respeito ao estilo sinfónico, tendo Schumann dito, quando o conheceu, que o seu destino seria a escrita para orquestra.
Magnífico concerto.

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