domingo, 21 de fevereiro de 2010
Cultura é...
... assistir ao recital "Contraponto", do Ciclo Schumann. Neste concerto, o pianista polaco Piotr Anderszewski, interpretou na 1ª parte, de J.S.Bach (1685-1750), a Suite Inglesa nº 5 e de R.Schumann (1810-1856), Seis estudos em forma de Cânone, op. 56, após o intervalo o pianista começou com R.Schumann, tocando Cantos da madrugada, op. 133, de Ludwig van Beethoven (1770-1827), tocou a Sonata para piano nº 31, op. 110. Da Suite Inglesa gostei do Prelúdio e da Sarabande, dos Estudos gostei do 1º, muito "bachiano" e o Adagio muito ligado à Sonata de Beethoven. Os Cantos da madrugada, é uma das últimas obras para piano que Schumann escreveu antes de se atirar ao Reno, numa tentativa de suicídio. Na obra que devia coroar o recital, a Sonata para piano de Beethoven, só gostei da interpretação do Scherzo. Com o público a "chamar" o pianista ao palco duas vezes, este brindou-o com dois encore, Szymanowski e Beethoven. Assim terminou mais um recital deste ciclo, no bicentenário do nascimento de Robert Schumann.
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
Cultura é...
... assistir ao concerto "O poeta e a sua musa", do Ciclo Schumann. Este concerto dedicado a Clara Schumann (1819-1896) e Robert Schumann (1810-1856), foi interpretado por dois magníficos executantes, Bruno Monteiro, no violino e João Paulo Santos, no piano. Começámos por ouvir da Clara, Três romances para violino e piano, após estas obras, ouvimos de Robert duas sonatas, a Sonata para violino e piano nº 1, em lá menor, op. 105 e a Sonata para violino e piano nº 2, em Ré menor, op. 121. Neste momento ando a "descobrir" o casal Schumann, da Clara nunca tinha ouvido nada e de Robert, as obras que conheço melhor, são as Cenas infantis, treze obras-primas em miniatura e as Fantasias, oito peças para piano. Gostei mais das sonatas que dos romances. Clara Schumann, uma das maiores pianistas do século XIX, não obteve como compositora o mesmo sucesso. Tendo o público presente na Sala Eduardo Prado Coelho, aplaudido com entusiasmo os interpretes, estes brindaram-no com o encore Salut d´Amour, de Edward Elgar (1857-1934), compositor inglês.
Cultura é...
... assistir ao "Concerto de Carnaval", da Orquestra Metropolitana de Lisboa. Neste concerto, inserido nos Concertos para Famílias, a OML tocou obras de Benjamin Britten (1913-1976), Pablo de Sarasate (1844-1908) e Darius Milhaud (1892-1974). Antes da OML entrar no palco, o grupo de Percussões da Metropolitana, mascarados com umas cabeleiras e máscaras, tocaram de Johann Sebastian Bach (1685-1750), Sambach, e de Andy Smith, Lalopalooza!, compositor e peça desconhecidos para mim, que o público sublinhou com bastantes palmas, pois eram duas peças bastante alegres. Terminado este momento de descontracção, a OML começou por nos apresentar do compositor e pianista inglês Benjamin Britten, Carnaval do Canadá, uma rapsódia de melodias tradicionais do Canadá. Inicialmente com o título de Kermesse Canadienne, passou a chamar-se Carnaval por não existir no inglês a palavra Kermesse, de Pablo Sarasate, compositor e virtuoso violinista espanhol, a muito conhecida, Fantasia Carmen, uma adaptação de excertos da famosa ópera de Bizet, um dos momentos mais bonitos do concerto, e para terminar, de Darius Milhaud, a suite orquestral Carnaval de Londres, baseada na peça de teatro musical Ópera dos Mendigos, do século XVIII. Na sua imensa obra a influência brasileira é notória, Milhaud, que durante dois anos foi secretário do embaixador francês no Rio de Janeiro, compôs o famoso Saudades do Brazil, e Scaramouche, composição para dois pianos. O concerto terminou com o público, miúdos e graúdos, satisfeitos com mais esta acção de propaganda da música clássica da Orquestra Metropolitana de Lisboa.
domingo, 14 de fevereiro de 2010
Cultura é...
... ir assistir ao concerto do violoncelista Jed Barahal e a pianista Christina Margotto. Neste concerto dedicado a Frédéric Chopin (1810-1849) e Robert Schumann (1810-1856), estes magníficos executantes tocaram duas peças para violoncelo e piano destes grandes compositores. A Sonata violoncelo e piano de Chopin, escrita em 1846, foi a única sonata que o compositor escreveu para violoncelo e piano e a última obra publicada em vida. Chopin, que era filho de um professor de francês e de uma pianista polonesa, adoptou o nome afrancesado de Frédéric Chopin a partir do nome polaco Fryderyk Franciszek Chopin. Excelente pianista, foi com 8 anos que apareceu em público para o seu 1º concerto. Embora tendo vivido os anos de maior maturidade em Paris, onde chegou com 21 anos, o folclore polonês teve uma grande influência na sua música, quer nas mazurcas (41), dança popular polaca, quer nas polonaises, dança nacional polaca. Além das obras atrás referidas, Chopin, escreveu lindíssimas valsas, baladas, nocturnos, prelúdios e estudos. A Fantasiestücke de Schumann, composta por oito peças para piano, embora bonita, não gostei tanto como gosto das Cenas infantis ou o Concerto para piano em lá menor, Op. 54. Após a morte do pai, quando tinha 16 anos, a mãe impôs-lhe um curso de Direito, que abandonou ao ouvir Paganini. Ficou tão impressionado com este encontro, que desistiu do estudo das leis para se dedicar à música, iniciando a sua primeira grande fase criativa, com 12 peças para piano. A segunda fase seria a dos Lieder. Este concerto, que teve pouca assistência, foi mais uma divulgação das obras destes compositores cujo nascimento ocorreu à 200 anos.
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
Cultura é...
... ouvir o cd "La Folia" (1998), de Jordi Savall. Jordi Savall, magnífico violonista catalão, tornou-se conhecido pelo seu estilo de interpretação com viola da gamba, na música medieval,
renascentista e barroca. Com obras compostas entre 1490 e 1701, este cd começa com Folias Antiguas, integrando quatro peças, uma de autor anónimo, as outras de Diego Ortiz (1510-1570), de António de Cabezón (1510-1566) e de Juan Del Enzima (1468-1530). Continua com Diferencias sobre Las Folias de Antonio Martin y Coll ( ? -1734), Follias de Arcangelo Corelli (1653-1713) e Couplets de Folies de Marin Marais (1656-1728). Neste cd, Jordi Savall e seus companheiros, entre eles, a sua filha Arianna na harpa, e Pedro Estevan na percussão, tocam La Folia, a mais antiga estrutura musical com origem na Península Ibérica. La Folia, foi mencionada em obras de Gil Vicente como dança de camponeses e pastores. Para quem gosta deste género de música, La Folia é uma maravilha.
renascentista e barroca. Com obras compostas entre 1490 e 1701, este cd começa com Folias Antiguas, integrando quatro peças, uma de autor anónimo, as outras de Diego Ortiz (1510-1570), de António de Cabezón (1510-1566) e de Juan Del Enzima (1468-1530). Continua com Diferencias sobre Las Folias de Antonio Martin y Coll ( ? -1734), Follias de Arcangelo Corelli (1653-1713) e Couplets de Folies de Marin Marais (1656-1728). Neste cd, Jordi Savall e seus companheiros, entre eles, a sua filha Arianna na harpa, e Pedro Estevan na percussão, tocam La Folia, a mais antiga estrutura musical com origem na Península Ibérica. La Folia, foi mencionada em obras de Gil Vicente como dança de camponeses e pastores. Para quem gosta deste género de música, La Folia é uma maravilha.
Cultura é...
... assistir ao concerto "Samuel Barber-100º aniversário", com a Orq.Cam.Cascais Oeiras. Este ano, celebram-se os 100 anos do nascimento de Samuel Barber (1910-1981), compositor americano que se tornou famoso com o Adagio for strings, devido à sua divulgação, pois faz parte da banda sonora do filme "Platoon" e ter sido tocado nos funerais de Franklin Roosevelt e do Princípe Rainier. Este concerto começou com o referido Adagio, com excelente interpretação da O.C.C.O. Seguiu-se Capricorn Concerto, para flauta, oboé, trompete e cordas. Esta obra, pouco conhecida, foi inspirada numa casa que Barber comprou e a que chamou Capricórnio, devido à luminusidade que a casa tinha no Inverno, no período deste signo. Com três andamentos, são três temas dedicados a cada um dos membros do agregado familiar. Nesta obra, encontramos influências de Stravinsky, curiosamente compositor que Barber não admirava. Para terminar, a O.C.C.O. tocou o Concerto Grosso, do compositor inglês Ralph Vaughan Williams (1872-1958). Vaughan Williams, que estudou orquestração com Maurice Ravel, é muitas vezes, considerado o maior compositor inglês do século XX. Ficou célebre pelos seus hinos e arranjos de canções folclóricas inglesas. Curiosidade, Vaughan Williams era sobrinho-neto de Charles Darwin. A pedido do público, que enchia práticamente o auditório, o maestro Nikolay Lalov, regressou para o encore, e dirigiu a O.C.C.O. nos dois primeiros andamentos da Serenata para cordas, Op. 1, primeira obra publicada por Barber, quando tinha 18 anos. Barber começou a tocar piano com seis anos, a compor com sete e aos 12 era organista. No próximo dia 9 de Março celebram-se os 100 anos do seu nascimento.
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