domingo, 27 de setembro de 2009

Mais cultura é...

...ir ao fim da tarde ao MdO, assistir ao concerto do JaFo Trio, um romeno no baixo, um romeno no vibrafone/cimbalon e um holandês na percussão (udu/cajon). Conforme se pode perceber pelo nome, Ja-Jazz, Fo-Folclore, tocam desde o jazz aos temas tradicionais romenos com alguns intrumentos pouco conhecidos. O cimbalon, é um instrumento muito importante na música folclórica da Europa de Leste e Ásia, o udu é uma espécie de bilha sem fundo e que tem o som parecido com a tabla indiana, tocado por dois povos, Igbo e Hausa, da Nigéria e por fim o cajon, é proveniente do Peru e inventado pelos escravos africanos que para lá foram. Quem já assistiu a espectáculos de flamenco, reparou num percussionista sentado numa caixa de madeira com um buraco à frente, isso é um cajon. Neste concerto o trio tocou, temas tradicionais da Roménia, de John Coltrane, Paco de Lucia, Charlie Parker e Chick Corea. Muito interessante, bom concerto.

Cultura é...

...ir a mais um recital de Música em Diálogo, no Aud.Mun.Ruy de Carvalho, de novo com a pianista Tatiana Pavlova, que hoje tocou mais uma sonata de Beethoven (1770-1827), a sonata nº 29, op.106, com quatro andamentos. Escrita em 1817, foi composta simultâneamente com a célebre Nona Sinfonia. Com 50 minutos e a força e grandiosidade dessa sinfonia o escritor francês Romain Rolland chamou-lhe a Nona Sinfonia do piano, num livro que escreveu sobre Beethoven.
O recital terminou com a concertista a tocar as mesmas peças para piano, as suas "Aguarelas", que tocou na véspera. Estas peças, que já foram tocadas em Itália, foram agora tocadas em 1ª audição em Portugal.
Hoje foi anunciado a morte da pianista espanhola Alicia de Larrocha (1923-2009), com 86 anos, menina prodígio, começou a tocar piano com dois anos e deu o seu primeiro concerto com 6 anos.

sábado, 26 de setembro de 2009

Rectificação.

Onde se lê, a plateia aplaudio de pé, deve ler-se, a plateia aplaudiu de pé.
O meu pedido de desculpas.

Cultura é...

... ter assistido, hoje, ao recital da pianista/compositora russa Tatiana Pavlova (n.1963), inserido na integral das 32 sonatas de Beethoven (1770-1827), escritas pelo compositor alemão em 1802, com 32 anos, já com o drama da surdez a atormentá-lo, e que esta grande intérprete tem vindo a executar no ambito da Música em Diálogo, do maestro José Atalaya.

O recital começou com a sonata nº 27, op.90, com dois andamentos, que o público aplaudio com entusiasmo a sua execução, de seguida foi tocada a sonata nº18, op.31, com quatro andamentos, que no final alguns espectadores aplaudiram de pé. Para finalizar o recital, Tatiana tocou cinco peças para piano, de sua autoria e a que chamou "Aguarelas", a plateia aplaudio de pé, tendo a intérprete ficado muito emocionada. Antes de tocar as peças, anunciou que vai dedicar-se à composição pois nos últimos anos só tocou obras de outros compositores. Acho que irá ter sucesso, pelo que ouvimos no recital de hoje. Gostei imenso das cinco peças que tocou.

Como curiosidade, posso dizer que, em 1998, foi concedida à pianista a cidadania portuguesa por mérito artistico e que, a residir à dez anos em Itália, tem como hobby desenhar os seus próprios vestidos.

domingo, 20 de setembro de 2009

Cultura é...

... ir hoje, dia 20/09 às 12h00, ao Museu da Electricidade, em Belém, assistir ao recital "Dualidades", com a pianista Carla Seixas e o barítono José Corvelo, do programa fizeram parte duas canções de Falla, três canções napolitanas, duas brasileiras, uma ária da ópera "Don Giovanni", de Mozart, "What a Wonderfull World", canção imortalizada por Louis Armstrong e "Unforgetable", tornada célebre por Nat King Cole. Este recital está incluido no programa de Verão deste Museu e realizou-se entre 5 de Julho e 27 de Setembro, com intérpretes pouco conhecidos do grande público. Momentos musicais bastante agradáceis.

... ir hoje, dia 20/09 às 17h00, ao Jardim da Estrela, no ambito do festival Out Jazz, asistir ao encontro de jazz, com o pianista Filipe Melo e o guitarrista Bruno Santos, tocando standards, entre eles temas de John Coltrane e Thelonious Monk.

sábado, 19 de setembro de 2009

Cultura é...

... ter assistido no passado dia 18, no CCB, ao concerto Crossing Borders, da OSP-Orquestra Sinfónica Portuguesa, dirigida pela elegante e sóbria maestrina inglesa Julia Jones, com a participação especial do virtuoso pianista Artur Pizarro, na "Rapsódia Portuguesa para piano e orquestra", do compositor espanhol Ernesto Halffter (1905-1989), notando-se ao longo da execução desta obra a forte influência do fado e do fandango. O concerto incluia, a Abertura da ópera "O Navio Fantasma" (1841), de Richard Wagner (1813-1883), compositor alemão, que escreveu a obra "O Anel do Nibelungo"-O ouro do Reno (1853), A Valquíria (1854) Sigfrid (1856) e O Crepúsculo dos deuses (1869). Antes do intervalo ouvimos "An American in Paris", do compositor norte-americano George Gershwin (1898-1937), que nos retrata a sua primeira visita a Paris. Esta obra tornou-se conhecida por ter sido adaptada a banda sonora dum filme de V. Minnelli. George Gershwin, que em 1924, a pedido dum chefe de orquestra de jazz, escreveu em duas semanas uma das suas peças mais famosas, "Rapsody in Blue", composição para piano e orquestra. Após o intervalo, a OSP tocou a Sinfonia nº 3 "Escocesa", sem pausas, como o seu compositor, o alemão Felix Mendelssohn-Bartholdy (1809-1847), quis. Esta sinfonia foi inspirada numa viagem que Mendelssohn efectuou à Escócia. Com 17 anos, escreveu a abertura do "Sonho de uma noite de Verão", que mais tarde iria acabar incluindo a "Marcha Núpcial".

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Perder cultura é...

... não assistir ao Concerto Inaugural da Temporada do CCB, no passado dia 13/09, com a Orquestra Divino Sospiro, orquestra residente no CCB, e L´Arpeggiata, ensemble criado e dirigido pela austríaca Christina Pluhar, guitarrista, alaúdista, tiorbista e harpista (instrumentos do Renascimento e do Barroco). Do programa terão feito parte danças sul-americanas, italianas, alemãs, castelhanas e catalãs, fazendo um recuo musical de 300 anos. Segundo informação dada pela maestrina, em entrevista, o clarinetista italiano Gianluigi Trovesi, um músico do jazz de improviso, terá feito parte integrante do espectáculo, o que faz com que eu tenha ainda mais pena de não ter assistido ao concerto.

Segundo me informaram, foi um espectáculo muito original e de improviso, tal como é intitulado "All´Improviso", especialmente pelos instrumentos que o compõe, cantora, corneto, percussão, clarinete, uma mimo e a tiorba, tocada pela Christina Pluhar.

Como não estava cá e não se pode ter tudo...

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Cultura é...

...ir visitar o veleiro M/S Hulda, com cem anos, construido em 1905, onde morou com a família durante vinte anos o artista, turco-sueco, Ilhan Koman (1921-1986). O Festival Hulda apresenta eventos que celebram a confluência da arte e da ciência em redor do veleiro que Koman renovou e transformou no seu lar e oficina. No Hulda poderão ser vistas até 13/09, no Parque das Nações as esculturas cientificas da artista. Acabando o Festival, o barco passará a ser um centro cultural e cientifico itinerante a partir da Turquia.

Cultura é...

...ir assistir ao espectáculo "Che Argentino Soy", do Ballet Int. La Costa Argentina, nos Jardins do Palácio do Marquês de Pombal e ficar a saber que o termo "Che" é uma expressão do castelhano, utilizado para se referir a uma pessoa de origem Argentina, daí o apelido "Che" Guevara.


...ir assistir a um concerto da O.C.C.O. no Palácio Marquês de Pombal, e ficar a saber que Haydn foi grande amigo de Mozart e professor de Beethoven. A O.C.C.O. fechou este concerto com a Sinfonia nº45 "A despedida". última obra escrita por Haydn para a família Esterházy, que o tinha contratado para ele e a sua orquestra tocarem só para eles, enviando-os para uma povoação longe de Viena, pagando-lhes mal e não os deixando sair para lado nenhum. Esta sinfonia foi o grito de revolta de Haydn e a O.C.C.O. no último andamento, a sinfonía tem quatro, com encenação muito original fez os seus músicos sair, um ou dois de cada vez, com a orquestra a tocar até sairem todos, incluindo o Maestro.