terça-feira, 10 de novembro de 2009

Cultura é...

... ir mais uma vez ao Aud.Mun.Ruy de Carvalho, ouvir um recital de Jorge Moyano. Este recital foi dedicado a Robert Schumann (1810-1856), compositor e pianista alemão, que em 2010 se comemora os duzentos anos de seu nascimento. Jorge Moyano tocou duas das mais conhecidas obras do compositor que faleceu com 46 anos, tocou as oito Fantasiestücke, Op.12, tendo no intervalo das mesmas dado uma explicação sobre elas, depois tocou a Kreisleriana, Op.16, uma obra com oito movimentos para piano solo. Esta obra é uma homenagem de Schumann a Johanness Kreisler, uma personagem de três obras do escritor romântico E.T.A.Hoffmann. Schumann terminou muito cedo a sua carreira de virtuoso do piano devido à paralização parcial da sua mão direita, pois obrigava os seus dedos a executar movimentos incorrectos para uma melhor técnica de execução pianistica.

sábado, 7 de novembro de 2009

Cultura é...

... ir de novo ao Auditório Municipal de Ruy de Carvalho, assistir ao concerto "Novos caminhos", com Eudoro Grade, guitarra clássica, e a Orq.de Câmara de Cascais e Oeiras, com o maestro Nikolay Lalov. Este concerto foi dedicado a compositores que passaram a fronteira dos seus géneros de música para outros e que os puritanos da musíca erudita tanto criticam. Friedrich Gulda (1930-2000), compositor e grande pianista austríaco, interpretou Beethoven, Bach, Chopin, Debussy, Ravel e Schumann. Nos anos 50 começou a interessar-se por jazz, chegando a tocar em concertos musíca clássica e jazz. Chegou a fazer duos de improvisação sobre temas de Bach com o pianista de jazz Chic Corea. Deste compositor a O.C.C.O. interpretou o Quarteto para cordas em Fá Maior. Curiosamente faleceu no dia 27/01/2000, dia de aniversário de Mozart, como era seu desejo. Leo Brouwer (1939), compositor cubano, começou por folclore cubano, mais tarde interessou-se por estilos de vanguarda com influências de Iannis Xenakis e outros. Leo distingue-se pela composição de obras para guitarra solo, concertos de guitarra e bandas sonoras para filmes. Eudoro Grade e a O.C.C.O. interpretaram Seven songs after the Beatles, Yesterday to Penny Lane, arranjos sobre sete temas dos Beatles. Uma maravilha. De Karl Jenkins (1944), compositor Galês, a orquestra tocou Palladio, Concerto grosso para orq.de cordas. Este compositor foi dos três o que menos saltou para o outro "lado", esteve sempre ligado ao jazz ou ao jazz-rock, chegou a ganhar um prémio no Montreux Jazz Festival de 1970. O concerto terminou com dois encores do americano Leroy Anderson (1908-1975), outro compositor que andou por vários géneros de música. Os temas tocados foram, Jazz Pizzicato e Blue Tango, que toda a gente conhece.

Cultura é...

... , com o Auditório Municipal Ruy de Carvalho esgotado, assistir ao concerto de Mário Laginha e Bernardo Sassetti. Este foi o último concerto do Ciclo Internacional de Jazz, Som da Surpresa, organizado pela autarquia de Oeiras e foi um sucesso, como seria de esperar. Os dois pianistas começaram por brindar quem os ouvia com dois temas de Zeca Afonso, Os vampiros e Venham mais cinco, depois dois temas de Mário Laginha, do album "Canções & Fugas", Fuga em Ré Menor e Fado, acabando a primeira parte com o tema Sonho dos outros, de Bernardo Sassetti. Trocando de piano, para acabar o concerto tocaram três temas, um que não identifiquei, um tema do cabo verdeano Bau e que faz parte da bando sonora dum filme de Almodovar, e Trás outro amigo também de Zeca Afonso. Com o público a aplaudir de pé tocaram um primeiro encore, um tema de homenagem a Amália em ritmo de marcha popular, Sardinhas com pimentos assados. De novo com o público de pé o último encore, o tema Despedida, de Mário Laginha, do album "Mário Laginha Bernardo Sassetti", de 2003. Não houve mais encores porque o Sassetti saiu do auditório à pressa pois ainda tinha de ir tocar ao Hot Club. Mais um magnífico concerto destes grandes pianistas.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Cultura é...

... ir ao Aud.Mun.Ruy de Carvalho, em Carnaxide, ouvir o Enrico Rava New Quintet, concerto integrado no Som da Surpresa, Ciclo Internacional de Jazz de Oeiras. Este concerto há última hora sofreu uma alteração de vulto, Enrico Rava adoeceu e no seu lugar tocou o jovem (27 anos) saxofonista Dan Zinkelman, seu aluno. Como ia ouvir o Enrico Rava, este concerto em parte foi uma decepção. A decepção deve-se ao facto de eu não gostar do trombone como "voz" principal, gosto mais como acompanhamento, e na falta do Enrico, foi esse o papel assumido pelo trombonista Gianluca Petrella, muito conceituado no meio jazistico. Sendo actualmente o mais importante trompetista italiano, muito apreciado não só na Europa como nos Estados Unidos, a sonoridade e improvisação de Enrico Rava é fácil de reconhecer. A falta que ele fez ao concerto. Individualmente gostei do jovem saxofonista, muito sóbrio, do baterista e do pianista, embora com uma postura pouco ortodoxa de estar ao piano. Se me perguntarem se gostei do concerto sem o Enrico Rava, a resposta é: Gostar gostei, só que não é a mesma coisa.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Cultura é...

... assistir no CCB ao concerto de Brad Mehldau Trio, com Brad Mehldau no piano, Larry Grenadier no contrabaixo e na percussão/bateria Jeff Ballard. Este concerto, com cerca de duas horas e meia e cinco "encores", foi dos melhores concertos de jazz que assisti. Considerado um dos mais importantes pianistas da actualidade, Brad Mehldau, que começou a tocar piano com seis anos, aos vinte e quatro formou um trio que rápidamente se tornou famoso, com o Larry Grenadier e Jorge Rossy na bateria. Este, em 2005 deu o seu lugar a Jeff Ballard. Brad Mehldau embora tendo trabalhos a solo de grande qualidade é em trio que exprime a sua paixão pelo jazz e o seu som é inconfundível. Muito aplaudido e apreciado no nosso país, é a quarta vez que está em Portugal, enche as salas onde actua tal como aconteceu desta vez no Grande Auditório do C.C.B. Brad tem colaborado com o guitarrista Pat Metheny, quer em duo ou em quarteto com os seus companheiros. Entre os temas tocados incluiu um de Chico Buarque, "O que será", um de Paul Simon, "Still crazy after all thses years" e um dos mais conhecidos do album "Day is done", "No moon at all". Um concerto para os seus fans e não só, recordarem e a confirmação do grande pianista que é Brad Mehldau.