terça-feira, 27 de outubro de 2009
Cultura é...
... assistir ao recital do pianista Jorge Moyano, no Aud.Mun.Ruy de Carvalho, em Carnaxide, inserido na Música em Diálogo. Este recital, antecipando o que vai acontecer em 2010, comemorações do bicentenário do nascimento de Frédéric Chopin (1810/1849), compositor polaco, foi totalmente preenchido com quatro baladas e quatro nocturnos, op. 32 nº 2, op. 15 nº 1, op. 9 nº 2 e op. 48 nº 1, do referido compositor. Entre os nocturnos, como não podia deixar de ser, foi tocado o op. 9 nº 2 que toda a gente conhece, mesmo os mais "distraídos" com música clássica. Para quem começou a tocar piano sem que ninguém lhe ensinasse, só tivesse feito 30 recitais ao longo da sua curta vida, 39 anos e ser considerado um dos mais notáveis pianistas de todos os tempos é extraordinário. Quanto a Jorge Moyano, o pianista que mais vezes vi tocar e só se não poder é que falho um recital dele. Gosto dos seus comentários, da forma de tocar, da sua presença no palco. Já o vi tocar na Culturgest, no C.C.B., em Cascais, no Museu do Mar, no Aud.Mun.Ruy de Carvalho, já perdi a conta. A sua interpretação da Rhapsody in blue, de George Gershwin, é uma pequena maravilha, cerca de 17m.
Opinião
Agora que cheguei à dúzia, agradeço que os meus seguidores que têm paciência para me ler, façam uma crítica sobre o que tenho escrito, se escrevo muito, pouco, com ou sem interesse.
É um favor que me fazem, para saber se vale a pena continuar dentro deste estilo ou acabar com o blog.
Aguardo ansioso as vossas opiniões.
É um favor que me fazem, para saber se vale a pena continuar dentro deste estilo ou acabar com o blog.
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Cultura é...
...ir ao Palácio dos Aciprestes, em Linda-a-Velha, assistir ao recital "Jogos de fantasia", com a ucrâniana Olesya Kyba, piano, Jeanne Antoniuk, viola e Ricardo Henriques, clarinete. Tocaram de W. A. Mozart (1756/1791), compositor austríaco, o Trio para piano, clarinete e viola K498, obra das menos conhecidas do compositor. Diz-se que este prodígio da música, com quatro anos já tocava cravo e violino, e se desdobrava em concertos por toda a Áustria, tendo seu pai como "empresário". Aos cinco anos já compunha. Faleceu jovem, com 35 anos, deixando uma vasta obra da qual fazem parte as óperas As bodas de Figaro, Don Giovanni, A flauta mágica, a serenata K525, mais conhecida por Pequena serenata nocturna, a sonata para piano Alla Turca, sinfonias e concertos. De Robert Schumann (1810/1856), compositor alemão, tocaram o Trio para clarinete, viola e piano op. 132 "Histórias de contos de fadas". As grandes influências de Schumann como compositor, são Mozart, Schubert e Beethoven. A fonte de inspiração dos seus mais belos Lieder (canção) é a famosa pianista Clara Wieck, mais tarde Clara Schumann, seu grande amor. Estiveram casados de 1840 até à sua morte, 1856. Schumann faleceu num asilo devido a uma doença mental, com 46 anos. 2010 será o ano do bicentenário do seu nascimento.
Cultura é...
...ouvir um recital da pianista Maria do Céu Camposinhos, inserido na Música em Diálogo, do maestro José Atalaya. Neste recital, a solista interpretou de Felix Mendelssohn (1809/1847), compositor e pianista alemão, as (17) Variações sérias, que segundo alguns especialistas, são a ponte entre as Variações Goldberg, de Bach e as variações de Brahms, e tão esquecidas são. Mendelssohn que faleceu com 38 anos, compôs Sonho de uma noite de Verão com apenas 18 anos. Este ano celébra-se o bicentenário do seu nascimento. Do compositor neoclássico português Armando José Fernandes (1906/1983), ouvimos uma sonatina de 1941, delicada e adorável esta sonatina. A. J. Fernandes integrou o "grupo dos quatro" nos meados do século XX, da qual fizeram parte Fernando Lopes-Graça e Jorge Croner de Vasconcelos. Devo ao maestro José Atalaya ter descoberto este compositor e a sua música, com forte influência modernista que recebeu em Paris, onde esteve três anos com uma bolsa. De Alexander Scriabin (1872/1915), compositor russo, ouvimos os prelúdios op. 11, op. 13, op. 49 e op. 69, embora menos espectaculares mas mais intimistas que outras obras de Scriabin, estes prelúdios não deixam de ser extremamente valiosos. Com uma personalidade riquíssima, este russo foi muito influenciado pela música de um compositor polaco. O genial Chopin. O recital terminou com o conhecido scherzo op. 31 nº2, de Fryderyk (Frédéric) Chopin (1810/1849), compositor polaco que em 2010 serão celebrados os duzentos anos de seu nascimento. Quem não conhece as suas baladas, as suas polacas, as suas valsas, as suas mazurcas, os seus prelúdios, os seus nocturnos ? Foi durante a relação atormentada com a escritora George Sand, entre 1838 e 1947, que escreveu a sua mais bela música. Faleceu em Paris com apenas 39 anos, com a doença que o acompanhou desde os 20 anos, a tuberculose.
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
Cultura é...
... assistir no CCB ao concerto "Enfant d´hiver", de Jane Birkin, cantora, actriz e realizadora britânica, radicada em França desde os anos sessenta. Jane ficou mundialmente conhecida por ter cantado com Serge Gainsbourg, génio maldito da canção francesa, nos anos sessenta, o mítico "Je t´aime...Moi non plus", que se tornou no símbolo da libertação sexual de toda uma geração e hoje considerado um dos maiores clássicos da chanson française. Chegou a ser proíbido em Portugal. Este concerto com o nome do album editado em 2008, o primeiro com todas as letras escritas por Jane Birkin, foi muito intimista, um palco totalmente negro com pequenos pontos de luz sobre cada um dos elementos da banda que a acompanhou, um pianista, uma jovem violoncelista, um guitarrista e um contrabaixo, sobre a cantora um foco. Durante o concerto, cerca de duas horas, interpretou canções do último album e entre outras que não identifiquei, "Ex fan des sixties", "Nicotine" e "For Mustang". Jane que está empenhada na defesa dos direitos humanos, por duas vezes prestou homenagem a Aung San Sun Kyi, "disse" um texto escrito por ela acompanhado com música e outro sem música. Antes de acabar o concerto e dos encores, quatro, uma surpresa. A banda começa a tocar, Jane desce do palco, aparece alguém que lhe entrega uma armação em forma de chapéu de chuva, com pequenas lampadas nas varetas em vez de tecido, começa a cantar subindo pelo corredor entre as cadeiras, sai do auditório, deixa de cantar continuando a banda a tocar, passados alguns momentos aparece num dos camarotes laterais, recomeçando a cantar, sempre com a armação, de novo sai do camarote para segundos depois aparecer na mesma porta por onde saiu e descer pelo outro corredor entre as cadeiras, para por fim entregar a armação a alguém e acabar a canção subindo ao palco, com uma grande salva de palmas. Gostei da música, das canções, do intimismo do palco, gostei de ouvir a Jane Birkin, não a ouvia há muitos anos. Um bom concerto. Para muitos deve ter faltado o sal do "Je t´aime..." mas, já não temos vinte anos, já não somos quem eramos, o contexto não é o mesmo, a Jane não canta como cantava e não tinha a seu lado o Serge, com quem viver de 1968 a 1981.
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