domingo, 19 de dezembro de 2010

Cultura é...

... assistir no Grande Auditório do CCB ao "Concerto de Natal", com a oratória MESSIAS, de Handel. Neste concerto, a Orquestra Metropolitana de Lisboa, foi acompanhada pelo Coro Sinfónico Lisboa Cantat, e pelos solistas cantores, Joana Seara, soprano, Martín Oro, contratenor, Thomas Walker, tenor, e o barítono Hugo Oliveira. Esta oratória, de George Frideric Handel (1685-1759), é uma das peças do repertório orquestral e coral mais consensuais da história da música, sendo do inteiro agrado das pessoas, quem não conhece o coro Aleluia, que encerra a segunda parte. Como todas as oratórias, esta partilha muitas características com a ópera, apresentando solistas cantores à frente de uma orquestra e de um coro. As oratórias, como não têm figurinos ou cenários, ouvem-se por norma, em salas de concerto ou igrejas, em vez das tradicionais salas de ópera. Mais um magnífico Concerto de Natal.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Cultura é...

... assistir no Grande Auditório do CCB ao concerto "Richard Galliano & Tangaria Quartet". Richard Galliano, o grande virtuoso do acordeão, Philippe Aerts, no contrabaixo, Sebastien Surel, no violino, e Rafael Mejias na percussão, interpretaram obras de Piazzolla, o famoso Libertango, de J.S.Bach, a célebre suite orquestral Air, e do próprio Galliano, entre elas o Chat pitre, com o qual começou o concerto. Richard Galliano, que já tinha vindo a Portugal duas vezes e eu não tinha conseguido assistir a nenhum dos concertos, desta vez consegui, ainda bem, pois foi um óptimo espectáculo. O público, que quase encheu a sala, saiu rendido ao virtuosismo deste magnífico acordeonista francês. Na minha colecção de cd´s tenho cinco dos seus melhores registos, como solista, integrado num grupo ou com orquestra.

domingo, 5 de dezembro de 2010

Cultura é...

... ir assistir ao "Concerto a 4 mãos e 4 pés", integrado na Temporada de Concertos de Orgão do Mosteiro dos Jerónimos. Neste concerto, os organistas João Vaz e Isabel Albergaria, tocaram obras de Johann Georg Albrechtsberger (1736-1809), Samuel Wesley (1766-1837), Gustav Merkel (1827-1885), Benjamin Cooke (1734-1793), Ramón Ferreñac (1763-1832), Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) e Pierre Cogen (1931). Concerto muito interessante do ponto de vista técnico, com os organistas sempre em perfeita sintonia, com os teclados manuais, a pedaleira e os puxadores, foi a primeira vez que assisti a um concerto do género. O concerto começou com o Prelúdio e fuga em Dó maior, do compositor e organista austríaco Johann Georg Albrechtsberger, este compositor que chegou a dar aulas de harmonia e contraponto a Beethoven, foi durante muitos anos organista na corte de Viena. Após esta obra, ouvimos uma peça muito bonita do inglês Samuel Wesley, o Dueto (de Duets for Eliza), depois desta peça, foi a vez de ser tocada a Sonata em Ré menor, Op. 30, de Gustav Merkel, o organista e compositor alemão que na juventude recebeu algumas lições de Schumann. Sonata com três andamentos, tem um final espectacular. Muito bonita. Merkel, além de ter composto nove sonatas para orgão solo e a que foi tocada hoje para dois organistas, onde se nota a influência de Mendelssohn, escreveu peças para coro e piano. Continuando o concerto, os solistas tocaram Aria, de Benjamin Cooke, compositor e organista inglês, que durante 30 anos foi organista e mestre de Coro da Abadia de Westminster, onde tem um Memorial, e também foi organista da Igreja de St. Martin in the Fields. Foi um grande compositor de música para orgão e para igreja. Depois de compositores austríacos, ingleses, alemães, ouvimos do organista e compositor de música clássica espanhol Ramón Ferreñac a Sonata em Sol maior para orgão a quatro mãos. Com a Fuga em Sol menor KWV 401, de Mozart, os solistas deram-nos a conhecer uma obra para orgão deste famoso compositor austríaco. O concerto terminou com uma peça muito bonita, a Fantaisie sur une antienne, composição do organista francês Pierre Cogen.