sábado, 26 de junho de 2010
Cultura é...
... assistir no Pequeno Auditório do C.C.B., ao concerto "Música para uma noite de Verão", com o Schostakovich Ensemble. Este ensemble é composto pelos pianistas Filipe Pinto-Ribeiro e Eldar Nebolsin, e pelos percussionistas Pedro Carneiro e Juanjo Guillem. Neste concerto foram executadas obras de W.A.Mozart (1756-1791), Béla Bartok (1881-1945) e George Crumb (1929). De Mozart ouvimos a Sonata para dois pianos em Ré maior, K 448. Sonata escrita para Josepha von Auernhammer, sua aluna que se tornou uma pianista de sucesso. Foi interpretada pela primeira vez, no dia 23 de Novembro de 1781, por Mozart e Josepha, num concerto privado, em casa desta. De Béla Bartók, compositor nascido no sul da Hungria, hoje Roménia, foi executada a Sonata para dois pianos e percussão, Sz.110. Nesta obra, a junção em diálogo, do piano com instrumentos de percussão é um pouco insólita. Foi o próprio Bartok, com Ditta Pasztory, sua mulher, e dois percussionistas, que a estreou em 1938, na cidade de Basileia. Posteriormente, em 1940, o compositor transformou-a no Concerto para dois pianos e orquestra, Sz.115. Após o intervalo, e para finalizar o concerto, o Schostakovich Ensemble, tocou Music for a Summer Evening (Makrokosmos III), de 1974, do compositor americano, moderno, e de vanguarda, George Crumb. Obra muito interessante, devido aos sons que são produzidos pelos mais variados instrumentos de percussão utilizados nos cinco andamentos, vibrafone, guizos, xilofone, maracas, triangulos, tambores, gongos, pratos, além de alguns intrumentos exóticos. No quinto andamento, as cordas dos pianos são cobertas com folhas de papel para que haja uma distorção do som quando as teclas são accionadas, tornando-se os pianos também instrumentos de percussão. Gostei muito deste concerto.
Cultura é...
... assistir no Auditório Municipal Ruy de Carvalho ao recital de piano de Margarida Mendo. Este concerto foi preenchido com obras de Johann Sebastian Bach (1685-1750), Franz Schubert (1797-1828), Cláudio Carneyro (1895-1963), Sergey Rachmaninov (1873-1943), Frédéric Chopin (1810-1849) e Maurice Ravel (1875-1937). O recital começou com o Concerto Italiano em Fá Maior BWV 971, de Bach. Obra composta para violino e cravo, inspirado no barroco italiano representado por Vivaldi. Do austríaco Franz Schubert, ouvimos uma sonata composta em 1817, a pouco divulgada Sonata D 537 em Lá Menor. A maioria da música de Schubert só se tornou conhecida do grande público após a sua morte, em vida só era conhecida dos amigos que frequentavam as famosas "Schubertianas", reuniões nos salões vienenses onde tocava pela primeira vez as suas novas composições. Após um curto intervalo, ouvimos "Arpa eólica", de Cláudio Carneyro. Embora executada pelas teclas do piano, esta peça representa o vento a deslizar pelas cordas de uma harpa. De Rachmaninov, um dos mais influentes pianistas do século XX e grande compositor russo, ouvimos uma peça de difícil execução, o Estudo quadro Op.33 nº6. De Chopin ouvimos três obras, o Estudo Op.10 nº8, o Estudo Op.25 nº7 e o Estudo Op.25 nº11. Estes estudos fazem parte dum conjunto de 27, doze Op.10, doze Op.25 e três sem nº Opus, compostos entre 1829 e 1939. Para terminar o recital, a pianista tocou de Maurice Ravel, a peça "Jeux d´Eau", composição escrita para piano solo e dedicada a Gabriel Fauré, seu professor quando a escreveu. Margarida Mendo, que vi tocar pela primeira vez, é uma jovem executante que começou a estudar piano aos 7 anos de idade, tendo terminado o curso com a nota máxima. Actualmente estuda em Inglaterra, no Conservatório de Música de Birmingham.
domingo, 20 de junho de 2010
Cultura é...
... assistir a mais um concerto do "Ciclo de Concertos de Órgão no Mosteiro dos Jerónimos". Para assinalar os 325 anos do nascimento de Johann Sebastian Bach (1685-1750), o organista Filipe Veríssimo, organista da Igreja da Lapa, Porto, interpretou obras desse genial compositor alemão. O concerto começou com a mais célebre obra para teclas de Bach, a Toccata e Fuga em Ré menor, BWV 565. Composta para cravo, hoje é tocada sobretudo no órgão, devido à grandiosidade da sua abertura e do seu final. Quem nunca ouviu esta obra ? O Prelúdio de Coral "Nun komm, der Heiden Heiland", BWV 659, foi a peça seguinte. Pequena peça litúrgica, faz parte dum conjunto de dezoito prelúdios corais compostos para órgão. Da sua famosa série de 48 fugas, ouvimos o Prelúdio e Fuga em Sol maior, BWV 541. Uma peça alegre e envolvente. A obra seguinte, a Triosonata nº 5 em Dó maior, BWV 529, é considerada uma das mais representativas sonatas da música barroca. Sendo uma sonata para ser tocada em trio, nesta versão de órgão, a mão direita, a esquerda e os pés fazem o papel de trio. E por fim a Fantasia e Fuga em Sol menor, BWV 542, "Grande", chamada assim para se distinguir da anterior, a Bwv 578. Antes de se retirar, devido às muitas palmas que recebeu, Filipe Veríssimo brindou os presentes, em grande número, com uma pequena peça, que traduzir para português como, Jesus, minha confiança.
sábado, 19 de junho de 2010
Cultura é...
... assistir ao espectáculo "Trilogia-Carta Branca de Fausto Bordalo Dias", no C.C.B. Este concerto foi a apresentação do novo trabalho de Fausto. O trabalho apresentado, ainda sem título, fecha a trilogia baseada nos descobrimentos portugueses, iniciada com o album "Por este rio acima" (1984), a que se seguiu "Crónicas da terra ardente" (1994). O concerto foi dividido em três partes, a primeira, composta por oito temas do novo album, centrado no período em que os portugueses viajaram por África, começou com E fomos pela água do rio, e incluiu o tema E viemos nascidos do mar, já divulgado pela fadista Ana Moura. As sete canções seguintes, entre as quais podemos ouvir Ao som do mar e do vento e O mar, pertencem ao album "Crónicas da terra ardente", trabalho inspirado no aproximar de terra dos navegadores portugueses. Com um improviso de percussão e bateria protagonizado por João Ferreira e Mário João Santos, iniciou-se a terceira e última parte do concerto, dedicada ao seu album mais emblemático, "Por este rio acima", cujo a temática são as viagens de Fernão Mendes Pinto. Dele podemos ouvir oito temas, começando com o tema que dá título ao album, passando por, Lembra-me um sonho lindo, Olha o fado e O barco vai de saída. Com o público, muito dele jovem, a aplaudir de pé, Fausto encerrou o espectáculo com o encore Navegar navegar. Neste concerto, Fausto (voz e guitarra), fez-se acompanhar por oito excelentes músicos, João Maló (guitarra), Miguel Fevereiro (guitarra), Filipe Raposo (piano), Enzo D´Aversa (teclas/acordeão), Vitor Milhanas (baixo), João Ferreira (percussão) e Mário João Santos (bateria), sobre a direcção musical José Mário Branco.
Cultura é...
... visitar a exposição "Ex-Libris do Mar", patente no Pavilhão das Galeotas, no Museu de Marinha. Esta visita, organizada pelo GAMMA-Grupo dos Amigos do Museu de Marinha, guiada pelo arquitecto Segismundo Pinto, Presidente da Academia Lusitana de Heráldica, foi muito interessante pelo que contribuiu para o meu conhecimento sobre os ex-libris, e as várias fases da sua execução, desde a concepção até ao "produto final". A expressão latina Ex-libris, significa dos livros. Os ex-libris identificam os proprietários dos livros e contém um logotipo, um brasão ou desenho e a palavra ex-libris, seguida do nome do proprietário. e eventualmente tem um lema ou citação. Poderá estar colado na contra capa ou página de rosto de um livro. Nesta exposição podemos ver exemplares de rara belaza. Gostei muito desta visita.
domingo, 13 de junho de 2010
Cultura é...
... ir ao Auditório da Igreja de Queijas assistir ao recital "Serenata para sopros". O recital teve como intervenientes um octeto de sopros da O.C.C.O. composto por dois oboés, duas trompas, dois fagotes e dois clarinetes. Foram interpretadas obras de W.A.Mozart (1756-1791) e de Ludwig van Beethoven (1770-1827). De Mozart, ouvimos a Serenata nº 11, K375. Mozart, foi o compositor que mais se destacou no século XVIII na composição de serenatas, sendo a Pequena Serenata Nocturna, K525, a mais célebre. Este génio da música, com uma produção musical enorme, mais de seiscentas obras, faleceu na miséria, pois tanto ele como a mulher Constanze, irmã do seu grande amor de adolescência, eram muito gastadores. A morte prematura de Mozart, aos trinta e cinco anos, esteve sempre envolta em mistério, não se conhecendo a sua causa. Após um curto intervalo, ouvimos o Octeto Op.103, de Beethoven, composto em 1792/3, na fase de grande produção clássica, as suas primeiras sinfonias, primeiros concertos para piano, primeiras sonatas para piano e os primeiros quartetos. Beethoven, foi o responsável pela transição do classicismo para o romantisno. Com duas belíssimas serenatas, especialmente a de Beethoven, este recital foi muito agradável de assistir.
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