segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
Cultura é...
... assistir à "Grande Exibição Artística" da Universidade Normal do Nordeste da China. Este espectáculo, realizado na Aula Magna da Universidade de Lisboa, feito por alunos do Conservatório de Música da referida Universidade, é constituído por dança, música e artes marciais. Durante cerca de noventa minutos, foi oferecido um espectáculo de luz, cor, música, e expressão corporal como os orientais o sabem fazer. Gostei imenso da música que acompanhou os bailados, com muita percussão. Houve quatro momentos de grande beleza, A dança dos pauzinhos e O pavão, danças masculinas do Tibete e da etnia Dai, Flores de jasmim e Flor de prata na montanha Negra, música folclórica de Jiangsu e dança feminina da etnia Wa, com uma belíssima coreografia, Erva na água, dança representando a vitalidade feminina e Cintura esbelta, de novo dança folclórica da etnia Dai. Alguns destes quadros foram premiados em concursos nacionais. Também gostei da Dança de tambor do Tibete, representando a dança do pastor tibetano. Nos quadros músicais, menos espectaculares, tivemos música calma e suave. Gostei de ouvir a pipa, instrumento de quatro cordas parecido com o alaúde, com um som muito bonito, o erhu, instrumento tradicional da China, é o violino chinês, só com duas cordas, também tem um som muito bonito, a flauta de bambu, já conhecia, o suona, uma espécie de oboé chinês, não me agradou, pois tem um som muito estridente. Quanto às artes marciais, houve uma demonstração de Wushu e Kungfu, também gostei, mas gostei mais das danças e da música.
sábado, 23 de janeiro de 2010
Cultura é...
... assistir ao concerto "Música Espanhola" da Orquestra Metropolitana de Lisboa. Este concerto realizado no Aud.do Colégio Marista, em Carcavelos, insere-se nas comemorações dos 18 Anos-Idade Maior, da OML. No concerto, além da OML, dirigida pelo maestro espanhol Jesús Amigo, tocou o guitarrista Dejan Ivanovic, natural da Herzegovina. Com o auditório práticamente lotado, a orquestra começou por executar a Sinfonia nº 12, de Carles Baguer (1768-1808), o compositor catalão que mais se destacou na composição de sinfonias, escreveu cerca de vinte, influenciado pela música de Joseph Haydn, vários concertos e sonatas. Grande parte da sua música foi escrita para orgão, talvez por ter sido organista da Catedral de Barcelona. Já com o guitarrista Dejan Ivanovic em palco, foi a vez de se ouvir o Concerto de Aranjuez, de Joaquin Rodrigo (1901-1999), esta composição para guitarra e orquestra foi a sua obra prima. Quem não conhece o seu belíssimo Adagio? Este segundo andamento representa o diálogo entre a guitarra, o fagote, o oboé, o trompete e a trompa. Segundo consta, o Concerto de Aranjuez foi inspirado num passeio que Rodrigo fez com a sua mulher Victoria, nos Jardins do Palacio Real de Aranjuez. Desta obra há centenas de versões, das quais tenho algumas, Miles Davis (Tp), James Galway (Flt), Marisa Robles (Hrp), Paquito D´Rivera (Sx), Paco de Lucia (Gt), etc. Fantasia para un Gentilhombre, é a outra obra mais conhecida de Rodrigo. Cego desde os três anos devido a difteria, este compositor nascido na província de Valência, foi um excelente pianista, no entanto, foi quem mais popularizou a guitarra na música clássica do século XX. Após o intervalo, a OML, tocou de Manuel de Falla (1876-1946), a Suite nº 1 do bailado "O chapéu de três bicos" e a Suite do bailado "O amor bruxo". Não tendo sido música composta para bailado, foi Sergei Diagilev que pediu ao compositor a adaptação de "O chapéu de três bicos" para a sua companhia, pois ficou entusiasmado ao ouvi-la em Madrid.. "O amor bruxo", música composta inicialmente para seis instrumentos, foi adaptada mais tarde pelo compositor para orquestra, passando também a ser bailado. Deste bailado faz parte a bem conhecida Dança ritual do fogo. Manuel de Falla, que recebeu de sua mãe, óptima pianista, a sua primeira instrução musical, com Isaac Albéniz e Enrique Granados, fez parte do trio de compositores da grande música nacionalista espanhola. Com o início da Guerra Civil Espanhola teve de se refugiar na Argentina, onde veio a falecer em 1946, bem longe da sua terra natal, Cadiz. Jésus Amigo, natural de Bilbao, é um reputado maestro, tendo dirigido a Orquestra Nacional de Espanha, a Kammerorchester Berlin, a Orquestra Sinfónica do México, a North Czech Philharmonic, a Beijing Symphony, etc. Excelente concerto, com o público a "obrigar" o maestro a vir ao palco três vezes. A OML, que este ano comemora 18 anos, entre o final de 2009 e o início de 2010, fez uma digressão por oito cidades da China, com enorme sucesso.
segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
Cultura é...
... assistir ao recital "F.Chopin e R.Schumann-200 Anos". Este recital realizado no belíssimo espaço que é o salão nobre do Palácio dos Aciprestes, em Linda-a-Velha, teve como intérprete o pianista italiano Antonio di Cristofano. Este pianista executou, de Frédéric Chopin (1810-1849), o Scherzo, Op. 26, nº 1 e o Scherzo, Op. 31, o Nocturne, Op. 9, nº 1 e o nº 2 e a Polonaise Fantaisie, Op. 61 e de Robert Schumann (1810-1856), o Arabeske, Op. 18 e a Sonata, Op.22. Com o salão cheio como nunca vi, o público aplaudiu de pé o pianista, que nos brindou com um encore tocado só com a mão esquerda. Antonio di Cristofano, que tem actuado nos mais importantes festivais, já tocou no Carnegie Hall, em Nova Iorque e no Konzerthaus de Viena, recentemente. Este pianista que ouvi tocar pela primeira vez, impressionou-me pela energia que põe nas suas interpretações. Chopin, de origem polaca, viveu a maior parte da sua vida em Paris, onde conheceu George Sand, pseudónimo da escritora Amandine Aurore Lucile Dupin, que foi sua amante. Foi na casa de campo da escritora que Chopin compôs a maior parte da sua obra, quase totalmente dedicada ao piano. Quanto a Schumann, nascido na Alemanha, como seu pai era bibliotecário, desde cedo contactou com as melhores obras literárias, tendo começado a estudar Direito. O grande interesse pela música e a admiração por Paganini, levaram-no a Leipzig para se dedicar à música, estudando piano e composição. Em Leipzig estudou piano com aquele que viria a ser seu sogro, Friedrich Wieck, pai da pianista Clara Wieck, mais tarde Clara Schumann. Devido às duas grandes paixões, música e poesia, é autor de magníficos lieder (canções).
Cultura é...
... ir ao CCB assistir ao "Concertos para Famílias", do ciclo Caixa de Música. Estes concertos da Orquestra Metropolitana de Lisboa, são uma forma das famílias passarem a manhã de domingo no CCB a ouvir música de repertório clássico. Neste concerto, o maestro César Viana, director da OML, fez uma breve apresentação antes de cada uma das obras ser tocada. A Metropolitana, neste concerto, tocou de W.A.Mozart (1756-1791), o Concerto para trompa nº 4, K 495, e de Modest Mussorgski (1839-1881), os Quadros de uma exposição. O bem conhecido Concerto de trompa de Mozart é lindíssimo, fazendo a trompa lembrar o ambiente das caçadas. Este foi um dos quatro concertos compostos por Mozart para o seu amigo Joseph Leurgeb, executante de trompa de Viena. A obra de Mussorgski, é baseada na contemplação de dez quadros e aguarelas do arquitecto e pintor russo Victor Hartmann (1834-1873), numa visita imaginária a uma exposição póstuma realizada alguns meses após a sua morte. Com a obra-prima Boris Godunov, esta é a mais conhecida obra do compositor, tendo cerca de trinta e uma adaptações oficiais, sendo a mais conhecida a de Maurice Ravel. Mussorgski foi o único compositor russo que conseguiu exprimir na sua música o espirito do seu povo. Faleceu aos 42 anos, com uma doença nervosa.
Nota: Sendo um concerto para famílias, para maiores de 3 anos, talvez a escolha das obras não tenha sido bem sucedida, principalmente os Quadros..., devido à sua extensão. O concerto durou cerca de 1h30, e os mais pequenos a certa altura começaram a fartar-se.
Nota: Sendo um concerto para famílias, para maiores de 3 anos, talvez a escolha das obras não tenha sido bem sucedida, principalmente os Quadros..., devido à sua extensão. O concerto durou cerca de 1h30, e os mais pequenos a certa altura começaram a fartar-se.
domingo, 17 de janeiro de 2010
Cultura é...
... assistir ao concerto de Maria João Pires e Rufus Müller, no CCB. Com o Grande Auditório práticamente cheio, Maria João Pires e o tenor anglo-germânico Rufus Müller interpretaram Winterreise (Viagem de Inverno), de Franz Schubert (1797-1828). Esta obra, composta em 1827, um ano antes da morte deste compositor austríaco, é considerada um dos mais famosos ciclos de lieder (canção) da história da música. Escrita para 24 poemas de Wilhelm Müller, poeta alemão, Winterreise conta-nos episódios de uma viagem pouco linear,
não nos dizendo quem é o viajante nem qual o seu propósito, talvez a viagem de todos nós. Schubert foi o grande impulsionador do género do lied, escreveu o primeiro em 1814, com dezassete anos. Devido à sua intensa actividade de composição, só em 1815 escreveu 150,
elevou o género ao mais alto nível. Para quem ia à espera de uma actuação soberba da "nossa" Maria João Pires, deve ter saído decepcionado do CCB, Rufus Müller com a sua magnífica voz, foi o grande protagonista da noite, apagando por completo a grande pianista. Segundo a minha opinião, foi o concerto de "Rufus Müller acompanhado ao piano por...". Apesar de ter sido a primeira vez que assisti a um concerto do género, cantado em alemão, gostei.
não nos dizendo quem é o viajante nem qual o seu propósito, talvez a viagem de todos nós. Schubert foi o grande impulsionador do género do lied, escreveu o primeiro em 1814, com dezassete anos. Devido à sua intensa actividade de composição, só em 1815 escreveu 150,
elevou o género ao mais alto nível. Para quem ia à espera de uma actuação soberba da "nossa" Maria João Pires, deve ter saído decepcionado do CCB, Rufus Müller com a sua magnífica voz, foi o grande protagonista da noite, apagando por completo a grande pianista. Segundo a minha opinião, foi o concerto de "Rufus Müller acompanhado ao piano por...". Apesar de ter sido a primeira vez que assisti a um concerto do género, cantado em alemão, gostei.
domingo, 10 de janeiro de 2010
Cultura é...
... ir assistir ao "Concerto de Ano Novo". Este concerto, apresentado no Auditório do Colégio Marista de Carcavelos pela O.C.C.O. é sempre um êxito, o auditório estava quase cheio, não obstante a hora tardia, 18h30, e o tempo nada convidativo. A orquestra começou por tocar o Prelúdio e Mazurka da Suite do Ballet "Coppélia", do compositor francês Léo Delibes (1836-1891), de seguida a mezzo-soprano Paula Morna Dória interpretou duas árias da "Carmen", de Georges Bizet (1838-1875), Chanson Bohéme e Séguidille. Após estas duas
árias, Lilia Donkova, violinista da orquestra, acompanhada pela mesma tocou a solo a peça Romança, do compositor e violinista polaco Henry Wieniawski (1835-1880), segundo o maestro Lalov, este violinista poder-se-ia comparar ao grande Paganini. Antes do intervalo, a Paula Morna Dória, cantou de Gioachino Rossini (1792-1868), da ópera "L´Italiana in Algeri", a ária Cruda sorte!Amor tiranno! Após o intervalo, a orquestra tocou de Rossini, a Abertura da ópera "Il Signor Bruschino". As tão aguardadas valsas e polkas começaram com o austríaco Johann Strauss Jr. (1825-1899). Começamos por ouvir, a Valsa do Imperador Op. 437, quase uma peça orquestral, dedicada ao Imperador austro-húngaro Francisco José, em 1888. De regresso ao palco, Paula Morna Dória, cantou uma ária da ópera "O morcego", primeiro grande êxito de Johann Strauss II. De Josef Strauss (1827-1870), irmão de Johann, ouvimos a orquestra tocar a polka, Die Libelle, Op. 204. Com árias das óperas "La Perichole" e "La Grande Duchesse de Gérolstein", de Jacques Offenbach (1819-1880), compositor francês e pai das operetas, a mezzo-soprano Paula Morna Dória terminou a sua actuação. De novo com Johann Strauss II, ouvimos a O.C.C.O., com o maestro Nikolay Lalov no violino, a valsa Tales from the Vienna Woods, Op. 325 e de Josef Strauss, a polka rápida Ohne Sorgen, Op. 271. Para finalizar, com o público a acompanhar com palmas, a tão esperada Marcha de Pompa e
Circunstância, Op. 39, do compositor inglês Edward Elgar (1857-1934). Nota final, certo dia, Johann Strauss, criador das valsas vienenses, em conversa com Hector Berlioz, de quem era admirador, disse que gostava de ser como ele e saber compor música para a alma, tendo Berlioz respondido que gostava de ser como ele e saber compor música para as pernas, por as valsas serem para dançar.
árias, Lilia Donkova, violinista da orquestra, acompanhada pela mesma tocou a solo a peça Romança, do compositor e violinista polaco Henry Wieniawski (1835-1880), segundo o maestro Lalov, este violinista poder-se-ia comparar ao grande Paganini. Antes do intervalo, a Paula Morna Dória, cantou de Gioachino Rossini (1792-1868), da ópera "L´Italiana in Algeri", a ária Cruda sorte!Amor tiranno! Após o intervalo, a orquestra tocou de Rossini, a Abertura da ópera "Il Signor Bruschino". As tão aguardadas valsas e polkas começaram com o austríaco Johann Strauss Jr. (1825-1899). Começamos por ouvir, a Valsa do Imperador Op. 437, quase uma peça orquestral, dedicada ao Imperador austro-húngaro Francisco José, em 1888. De regresso ao palco, Paula Morna Dória, cantou uma ária da ópera "O morcego", primeiro grande êxito de Johann Strauss II. De Josef Strauss (1827-1870), irmão de Johann, ouvimos a orquestra tocar a polka, Die Libelle, Op. 204. Com árias das óperas "La Perichole" e "La Grande Duchesse de Gérolstein", de Jacques Offenbach (1819-1880), compositor francês e pai das operetas, a mezzo-soprano Paula Morna Dória terminou a sua actuação. De novo com Johann Strauss II, ouvimos a O.C.C.O., com o maestro Nikolay Lalov no violino, a valsa Tales from the Vienna Woods, Op. 325 e de Josef Strauss, a polka rápida Ohne Sorgen, Op. 271. Para finalizar, com o público a acompanhar com palmas, a tão esperada Marcha de Pompa e
Circunstância, Op. 39, do compositor inglês Edward Elgar (1857-1934). Nota final, certo dia, Johann Strauss, criador das valsas vienenses, em conversa com Hector Berlioz, de quem era admirador, disse que gostava de ser como ele e saber compor música para a alma, tendo Berlioz respondido que gostava de ser como ele e saber compor música para as pernas, por as valsas serem para dançar.
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