... assistir à 5ª edição dos DIAS DA MÚSICA EM BELÉM, que decorreram nos dias 15, 16 e 17 no CCB, com o título Da Europa ao Novo Mundo. O "Concerto de Abertura", como sempre no Grande Auditório, contou com a presença da Orquestra Filarmónica de Brno, da República Checa, e do pianista Jorge Moyano. Com uma interpretação que não entusiasmou o público presente, a orquestra interpretou Paraísos Artificiais, de Luis de Freitas Branco (1890-1955). O concerto prosseguiu com Jorge Moyano a interpretar Rhapsody in Blue, de George Gershwin (1898-1937), que o público aplaudiu calorosamente devido à sua magnífica interpretação. Para encerrar o concerto a Orquestra de Brno, interpretou a Sinfonia nº 9, em Mi menor, op. 95 "Do Novo Mundo", de Antonín Dvorák (1841-1904), compositor da Boémia. Nesta obra a orquestra já se apresentou em melhor nível, tendo o público retribuido com uma grande ovação.
No segundo dia, assisti a uma belíssima interpretação da pianista argentina Karin Lechner, em obras do espanhol Isaac Albéniz (1860-1909), de George Gershwin, do russo Sergei Rachmaninoff (1873-1943), do venezuelano Juan Bautista Plaza (1898-1965), e dos argentinos Carlos Gustavino (1912-2000) e Alberto Ginastera (1916-1983). A interpretar obras do compositor russo Alexander Scriabin (1872-1915) e do basco Maurice Ravel (1875-1937), fui ouvir a desconhecida pianista coreana H.J.Lim, uma agradável surpresa para quem assistiu ao recital. Depois da música clássica, para variar, fui ouvir os Dixie Gang, grupo português com o jazz típico de New Orleans. De novo o piano com uma boa actuação do jovém pianista espanhol Javier Perianes, em obras de Manuel de Falla (1876-1946). Continuando a minha maratona de concertos, tive o previlégio de assistir a uma interpretação espectacular dos pianistas Mário Laginha e Bernardo Sassetti a improvisaram sobre temas dos norte-americanos Duke Ellington (1899-1974), George Gershwin e Johnny Green (1908-1989). Este concerto terminou com o público em delírio. Para encerrar os concertos do dia, no Grande Auditório, fui ouvir a The Duke Ellington Orchestra, liderada por Paul Mercer, neto do lendário compositor norte-americano, tocar com uma energia contagiante, temas do compositor que deu o nome à orquestra, entre eles os famosos Take the A Train, Caravan e Mood Indigo. Um final de dia em beleza.
No último destes três dias de música, comecei por ouvir os irmãos Karin Lechner e Sérgio Tiempo, interpretar obras do russo Piotr Ilich Tchaikovsky (1840-1893), dos argentinos Astor Piazzolla (1921-1992) e Pablo Ziegler (1944), e de Maurice Ravel, como em outras ocasiões que os ouvi, boa prestação destes belíssimos pianistas. Curiosidade, ela nasceu em Buenos Aires, Argentina, e ele em Caracas, na Venezuela. De novo a Argentina, desta vez com a História do Tango, com um grupo formado por Marcelo Nisinman, bandoneón, Chen Halevi, clarinete, Tiago Pinto-Ribeiro, contrabaixo e Rosa Maria Barrantes, piano, a interpretarem Carlos Gardel/Le Pera/Battistella/Lattés, Astor Piazzolla, Marcelo Nisinman e Pedro Datta (1887-1934), concerto muito interessante. Novo salto para outro género de música, os blues, com o virtuoso guitarrista inglês Martin Simpson. Para fechar estes DIAS DA MÚSICA em beleza, assisti ao "Concerto de Encerramento", no Grande Auditório, que contou com o Coro Sinfónico Lisboa Cantat e a Orquestra Sinfónica Metropolitana, sobre a direcção de Cesário Costa, a interpretarem o poema sinfónico de Richard Strauss (1864-1949), Don Juan, op.20, e uma versão reduzida da ópera Porgy and Bess, de George Gershwin, onde não podia faltar a famosa canção Summertime. Em 2012 o tema será A voz humana: O canto através dos tempos.
domingo, 17 de abril de 2011
sábado, 2 de abril de 2011
Cultura é...
... ir ao Aud.Mun.Ruy de Carvalho assistir ao "Concerto de Primavera" da O.C.C.O.. Neste concerto, a orquestra dirigida pelo maestro Nikolay Lalov interpretou obras de Jean Sibelius (1865-1957), Gabriel Fauré (1845-1924), Josef Suk (1874-1935) e Antonin Dvorák (1841-1904). Celebrando a Primavera, o concerto teve como denominador comum o facto de todas as obras, excepto a de Dvorák, serem muito curtas. O concerto começou com o Andante Festivo, do compositor finlandês Sibelius. Obra escrita em 1922, só foi concluida em 1938. Segundo se pensa, até à sua estreia em 1939, sofreu várias alterações, uma delas em 1929 a quando do casamento de uma sobrinha do compositor, para ser interpretada por dois quartetos de cordas. Uma peça muito bonita. Do francês Gabriel Fauré, ouvimos o Nocturno Op. 57, escrito em 1889. Muito bem interpretado pela orquestra. Fauré, além de compositor, foi um ilustre organista, maestro de coro, pianista, professor de composição e director de orquestra. Este compositor francês, apesar da surdez que o afectou na fase final da sua vida, ainda compôs a suite "Pelléas et Mélisande" e outros trechos instrumentais muito bonitos. Do compositor e violinista Josef Suk, a O.C.C.O. interpretou Meditação Op. 35, escrita em 1914. Uma das poucas composições para música de câmara que este compositor checo escreveu. Suk sofreu uma grande influência de Dvorák, do qual foi aluno e genro, notando-se nas suas primeiras composições essa influência. Ao contrário de outros compositores checos, a música folclórica checa pouco influênciou as obras de Suk. Como instrumentista, Josef Suk foi 2º violino do Bohemian String Quartet, entre 1892 e 1933. Para terminar este belíssimo concerto, de outro compositor checo, Dvorák, ouvimos a Serenata para cordas Op. 22. Escrita em 1875, esta suite, com cinco andamentos, difícilmente se esquece após a sua 1ª audição. Uma serenata muito bonita. As obras mais famosas deste compositor checo do período romântico são as Danças Eslavas e a Sinfonia nº 9 "Do novo Mundo".
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