segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
Cultura é...
... ouvir o organista Christopher Herrick. Este organista inglês, que gravou em 2009 o seu 40º cd, é considerado um dos principais organistas do Mundo. Da sua vasta discografia tenho dois volumes da série Organ Dreams, da editora Hyperion. O 1º foi gravado no orgão de Temple Church, na City de Londres, em 1998, o reportório foi escolhido por ser o ideal para aquele orgão e para a acústica da igreja, sendo uma gravação rara deste intrumento, construido em 1920. Entre as peças tocadas encontra-se, Elegy, de Thalben-Ball (1896-1987), compositor australiano, que no princípio do século foi organista nesta igreja. Além deste compositor/organista temos peças do inglês Walford Davies (1869-1941), de César Franck (1822-1890), de Beethoven (1770-1827) e Edward Elgar (1857-1934). O 2º foi gravado no orgão da Cathedral de Ripon, em 2000, apresenta maravilhosas peças escritas especialmente para orgão, como Rêve de Guilmant (1837-1911) e Four Pieces de Wesley (1766-1837), que deliciam os amantes deste instrumento. Entre as 16 peças há uma que eu gosto particularmente, o bonito Adagio for Strings, de Samuel Barber (1910-1981). Christopher Herrick tem actuado em todo o Mundo, como solista ou integrado em orquestras, como grande comunicador e grande instrumentista, o público enche as salas para ouvir os seus comentários e o seu virtuosismo. Neste momento estou a deliciar-me com o Adagio de Samuel Barber.
sexta-feira, 25 de dezembro de 2009
Cultura é...
... assistir ao Concerto de Natal do C.C.B. Este concerto intitulado "Cadernos de Viagens (2): Londres", foi preenchido por obras de George Benjamin (1960), Joseph Haydn (1732-1809) e Felix Mendelssohn-Bartholdy (1809-1847), executadas pela Orquestra de Câmara Portuguesa com a soprano Sara Braga Simões como solista e sob a direcção de Pedro Carneiro. O concerto começou com A mind of Winter, do compositor inglês George Benjamin, com a soprano a mostrar porque tem recebido tantos prémios nacionais e internacionais. No entanto, por ainda não estar preparado para a música clássica moderna, foi composta em 1981, não gostei. Do compositor austríaco Haydn, foi tocada a Sinfonia 104 em Ré Maior, Londres, última do compositor e considerada a mais bela das suas 106. Gostei imenso de ouvir esta obra, que já conhecia, com um grande final, o Final: Spiritoso. Após o intervalo e para finalizar o concerto, a OCP tocou a muito conhecida Sinfonia nº 4, Italiana, op. 90, de Mendelssohn, compositor alemão. Curiosamente, esta sinfonia foi começada durante uma viagem por Itália, em 1930, por isso Italiana, mas terminada e estreada em Londres, sob a sua direcção em 1933, quando a London Philharmonic Society lhe fez uma encomenda. Hoje, esta é uma das obras mais conhecidas de Felix Mendelssohn. Para finalizar, uma palavra sobre Pedro Carneiro, a primeira vez que o vi actuar foi em 2003, no Festival Internacional de Música de Mafra, nesse concerto tocou a solo marimba e percussão, obras de J.S.Bach, R.Schuman, Dai Fujikura e I.Xenakis. Mais tarde, voltei a ouvi-lo tocar marimba, acompanhado pela Orquestra de Câmara de Cascais e Oeiras, no Palácio do Marquês de Pombal, em Oeiras. Neste concerto gostei muito de o ver como maestro, pois tem uma forma peculiar e expressiva de dirigir a orquestra.
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
Cultura é...
... ir ao Palácio dos Aciprestes ouvir "Uma história de Natal", por solistas da O.C.C.O. Este recital, foi uma prenda de Natal para o público da O.C.C.O., onde me incluo. Foi uma prenda, não só por ter sido num local muito agradável e acolhedor, até a lareira estava acesa, como foi uma surpresa. A surpresa foi o maestro Nikolay Lalov ter aparecido como 1º violino, ele que não toca em público há muito tempo e tem os "dedos com ferrugem", como afirmou. Foi uma agradável surpresa, não só no estilo, como na alegria que mostrou de estar ali a tocar com os seus músicos. Nesta reaparição em público, tocou com a sua filha Lilia Donkova, 2º violino, três violas, um violoncelo e um contrabaixo. Para este recital foram escolhidas peças de Arcangelo Corelli (1653-1713), Concerto di Natale, de Francesco Onofrio Manfredini (1684-1762), Sinfonia Pastorale per Il Santissimo Natale, foi contemporâneo de J.S.Bach e A.Vivaldi, de Giuseppe Torelli (1658-1709), Concerto di Natale e de Giuseppe Valentini (1681-1753), Sinfonia atre per Il Santissomo Natale, como compositor viveu sempre na sombra do sucesso de Vivaldi e Corelli. O recital terminou com dois encore, o andamento Presto, da Sinfonia de G.Valentini, e para encerrar com chave de ouro, o maestro Lalov tocou como solista o tema Inverno, das Quatro Estações, de Antonio Vivaldi (1678-1741). Magnífico fim de tarde no Palácio dos Aciprestes.
Cultura é...
... assistir ao recital de piano de Szczepan Konczal. Este recital integrado na série Premiar a Excelência, promovido pela C.M.O., serve de apresentação dos laureados do Concurso Internacional de Música Vianna da Motta. O jovem pianista polaco Szczepan Konczal (1985), que tocou obras de Chopin (1810-1849), mostrou porque ganhou prestigiados Prémios em diversos países, como por exemplo, África do Sul (2008), Noruega (2008), Polónia (2003, 2004 e 2005) e Japão (2001), além destes prémios recebeu várias nomeações para outros. Já se apresentou em concerto com várias orquestras, como a Sinfonia Varsovia, Beethoven Academy Orchestra, Orquestra Gulbenkian, Chamber Orchestra of South Africa, Estonian National Symphony Orchestra e outras. Entre as obras tocadas destacam-se, o Scherzo op.20, o Nocturno op.48 nº 1, a Fantasia op.49, e 4 Mazurcas op.24. O público presente gostou da actuação do jovem que veio por duas vezes ao palco receber os aplausos.
Cultura é...
... ir ao Auditório Mun.Ruy de Carvalho assistir ao concerto de Joel Xavier. Joel Xavier, na guitarra, apresentou-se com Marcos Brito, no baixo e Milton Batera, na bateria e percussão, tocou temas do seu cd ao vivo "Saravá", gravado em 2007. Entre os temas tocados destacam-se Ginga, Batucada, Mandinga, Jindungo, Morabeza e Saravá, dos dois temas tocados como encore o mais conhecido é Vera Cruz, de Milton Nascimento. Concerto espectacular, brilhante execução de Joel Xavier, acompanhado por um grande baterista e a presença quase invisível do baixo. Considerado um dos mais prestigiados guitarristas mundiais, por ser um excelente executante não só na música latina, como na afro-brasileira e no jazz, já tocou e gravou com Ron Carter, Toots Thielemans, Tomatito, Herbie Hancock, Paco de Lucia e Vicente Amigo. No seu cd "Latin groove", de 1999, colaboraram Paquito D´Rivera, Arturo Sandoval, Michel Camilo e Larry Coryell, o acordeonista Richard Galliano, tocou no seu cd "Lusitano", de 2001.
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
Cultura é...
... ir ao Auditório Municipal Ruy de Carvalho, em Carnaxide, assistir ao concerto de Jorge Moyano. Neste concerto, o pianista tocou de Fryderyk Chopin (1810-1849), as Polonaises op. 26 nº 1, a op. 40 nº 1 e nº 2, a op. 44, a op. 53, conhecida por "Heróica", a op. 61, a que o compositor chamou "Fantasia" e a op. 22. A Polonaise "Fantasia" foi a última que escreveu, três anos antes de falecer. Jorge Moyano como de costume, antes de tocar as Polonaises, fez os seus preciosos comentários e dando vários exemplos. Das Polonaises tocadas, quem não conhece a op. 40 nº 1, a op. 53 e a op. 61? Chopin, com sete anos escreveu a primeira Polonaise e com trinta e nove anos escreveu a última Mazurka, danças típicas da sua terra natal, a Polónia. Chopin saiu com 21 anos da Polónia, desgostoso com tudo a que foi sujeito o seu País nunca mais lá voltou. Foi em Paris, onde viveu até falecer, que conheceu Aurore Dudevant, mais conhecida por George Sand, seu grande amor. O funeral do compositor, que se encontra sepultado em Paris, foi acompanhado pelo "Requiem" de Mozart.
Cultura é...
... ir ao Museu da Música Portuguesa-Casa Verdades de Faria, no Monte Estoril, ouvir o recital de Lilia Donkova (violino) e Ian Mikirumov (piano). Este recital foi a apresentação do cd "Cantabile", da violinista Lilia Donkova. Lilia é concertino da O.C.C.O. e professora de violino no Conservatório de Música de Cascais. O recital, que foi preenchido com os doze temas do cd, começou com o tema que dá nome ao cd, Cantabile, do génio e virtuoso do violino, o italiano Niccolò Paganini (1782-1840), de Jules Massenet (1842-1912), ouvimos Meditation, da ópera Thaïs, seguiu-se o "colorido" Claire de Lune, de Claude Debussy (1862-1918), duas peças muito conhecidas, de Robert Schumann (1810-1856), ouvimos Träumerei, uma peça lindíssima, quem não conhece ? Do compositor americano John Williams (1932-), o Theme from Schindler´s List e finalmente Oblivion do grande Astor Piazzolla (1921-1992). Acho que a selecção dos temas foi muito feliz e fiquei agradávelmente surpreendido com a forma como a Lilia interpretou, como solista, os temas, eu que estou habituado a vê-la integrada na O.C.C.O. Seu pai, o búlgaro Nikolay Lalov, é director e maestro da O.C.C.O. tendo iniciado a Lilia, com seis anos, a arte do violino.
Cultura é...
... ouvir o último cd de Trilok Gurtu. "Massical", é o título do muito aguardado cd deste fabuloso percussionista indiano. Para quem gosta de música, este cd é uma pequena jóia, além de se ouvir a percussão de Trilok, ouvem-se instrumentos da música clássica, da ligeira, da étnica e do jazz, como o violino, a flauta, o violoncelo, o saxofone, a bateria, o piano, o santoor, o duduk, o sarangi, a guitarra eléctrica e acústica, e vozes. Gurtu que tem colaborado com John McLaughlin, Joe Zawinul, Pat Metheny, Jan Garbarek, Nguyên Lê, Arke String Quartet e até com Maria João e Mário Laginha, no cd "Cor", é um exímio tocador de tablas, djembe, cajon, etc. Várias vezes considerado o melhor percussionista do mundo por revistas da especialidade, que comentam a sua ousadia devido ao facto de ser um músico que tem feito a fusão entre a música indiana, jazz, clássica e étnica do Mundo. Em 2008, no Festival Etnosur, na cidade de Alcalá la Real, em Espanha, recebeu o prémio com o mesmo nome, durante um concerto que durou quase quatro horas. Neste concerto tocaram como convidados o saxofonista norueguês Jan Garbarek, Aly Keita, tocador de balafon do Mali e a bailarina de flamenco La Monita. Segundo informações que recolhi um concerto espectacular.
domingo, 6 de dezembro de 2009
Cultura é...
... ir ao Auditório Mun.Ruy de Carvalho ouvir a O.C.C.O. tocar obras de Bohuslav Martinu e Felix Mendelssohn. De Martinu (1890-1959), compositor natural da Boémia, tocaram o Sexteto de Cordas H224 e de Mendelssohn (1809-1847), compositor alemão, tocaram o Octeto para Cordas 0p.20. Gostei das duas obras, de difícil execução, mas a segunda empolgou mais o público que se encontrava na sala. A música de Martinu, que nasceu numa torre de sinos, tem muitas influências do jazz, do concerto barroco e da música popular checa. Grande admirador de Debussy e Stravinsky, em algumas das suas obras nota-se a sua influência. Celebra-se este ano, 2009, o cinquentenário da sua morte, ocorrida na Suiça. Mendelssohn começou a compor com nove anos, a obra ouvida neste concerto, o octeto, foi composto com 16 anos. A sua obra mais emblemática é a suite Sonho de uma noite de Verão que escreveu com 17 anos e que inclui a Marcha Nupcial. Este ano, 2009, passam 200 anos sobre o seu nascimento.
Cultura é...
... ir ao CCB assistir ao concerto de Pedro Burmester. Após dez anos de ausência dos palcos a solo, nesse período só tocou com Mário Laginha e Bernardo Sassetti concertos a três pianos, Pedro Burmester apresentou no CCB um programa com peças de Franz Schubert (1797-1828) e Robert Schumann (1810-1856). Do austríaco Schubert tocou a Sonata em Lá Maior D 959 e do alemão Schumann tocou os Estudos Sinfónicos op.13. Gostei do concerto, principalmente dos Estudos. Embora o auditório estivesse composto, acho que o pianista merecia ter mais público a assistir, não houve encores mas o público "obrigou-o" a vir ao palco duas vezes. Pedro Burmester entrou para a escola de música com seis anos para aprender guitarra, mas quando viu pela primeira vez um piano, mudou logo de ideias. Sobre os compositores posso dizer que, Schubert foi o iniciador dos "lieder" alemães. Faleceu de febre tifóide com 31 anos e foi sepultado a seu pedido junto ao túmulo de Beethoven, de quem era grande admirador, e Schumann, que também morreu cedo, com 46 anos, foi casado com Clara Wieck, uma pianista de grande talento, que com nove anos já tocava por toda a Europa. Essa Clara tornar-se-ia pelo casamento na célebre Clara Schumann.
sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
Cultura é...
... ir ao MdO ouvir Chan Kaiieng tocar guitarra clássica. Neste recital tocou obras de H.Villa-Lobos, E.Pujol, A.Vivaldi , J.S.Bach e A.Barrios. Nascida em Macau, em 1997, começou a estudar piano com três anos e aos seis começou a aprender guitarra clássica. Actualmente frequenta o Conservatório Central de Beijing. Desde 2006, com nove anos, já actuou na Alemanha, Coreia, Áustria e Hong Kong. Embora se veja que esta jovem, tem 12 anos, tenha um futuro brilhante como solista, mostrou-se retraida e não conseguiu empolgar o público que assistiu ao recital. Gostei das peças que tocou, a sua interpretação não me entusiasmou.
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
Cultura é...
... ir ao Auditório Municipal Ruy de Carvalho assistir ao concerto de João Paulo Esteves da Silva, piano, e de Carlos Bica, contrabaixo. Este concerto que faz parte do projecto Portugal Jazz 09, foi dos melhores concertos de jazz que assisti. O concerto serviu de apresentação do cd de João Paulo, "White works", com composições de Carlos Bica. O concerto começou com o tema "2009", seguiu-se "Waiting for Tom", "Iceland", "Believer", "Improvisation 1", do referido cd, "Zambu", homenagem a Zambujeira do Mar, onde Carlos Bica passa férias, de novo temas do cd, "Canção número dois" e "O profeta" e ainda "Roses for you", do cd de Carlos Bica "Twist". Com o público de pé a aplaudir, João Paulo e Carlos Bica tocaram ainda dois encores. João Paulo, que começou a tocar piano com 4 anos, é actualmente, com Mário Laginha e Bernardo Sassetti, dos melhores pianistas portugueses. Já colaborou com Fausto, Vitorino, José Mário Branco, Sérgio Godinho, Maria João e Carlos Barreto. Carlos Bica que reside na Alemanha onde tem o seu trio, Azul, formado por Frank Möbus na guitarra e Jim Black na bateria, já tocou com grandes nomes do jazz mundial, Paolo Fresu, Lee Konitz e Julian Argüeles e nacional, Mário Laginha e António Pinho Vargas. A última vez que vi Carlos Bica tocar foi a duo com outro grande contrabaixista, Carlos Barreto, num concerto intitulado Bica Bach Barreto, nos "Dias da Música", um espectáculo.
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
Cultura é...
... ir assistir no CCB ao concerto de Yamandú Costa, mestre do violão. Para este concerto Yamandú convidou o virtuoso guitarrista português Pedro Jóia, que viveu no Brasil entre 2003 e 2006. A música de Yamandú Costa cujo estilo é difícil classificar, varia entre bossa nova e o samba, passando pelo choro, milonga, tango e o jazz. Com o Grande Auditório bastante composto, o concerto abriu com o Pedro Jóia a interpretar três temas, um deles de Al Di Meola. Após estes três temas Pedro Jóia retirou-se e começou o show de Yamandú e o seu violão. Iniciou a sua actuação solo com um tema em estreia, de homenagem a Carlos Paredes, seguindo-se uma série de nove temas, terminando com o tema "Chegada". Com o público a aplaudir de pé Yamandú e Pedro Jóia regressaram ao palco para tocarem três temas, entre eles o conhecido "The windmills of your mind" do compositor francês Michel Legrand. Novos aplausos de pé "obrigaram" o Yamandú a dois encores, sendo o último, o lindo tema "Adiós noniño", de Piazzolla. E assim terminou este espectáculo inesquecível de dois virtuosos da guitarra com o público a aplaudir de pé durante largos minutos. Yamandú Costa, que começou a tocar violão com o pai aos sete anos, é considerado o maior violonista brasileiro da actualidade. O violão é um instrumento de sete cordas, a guitarra tem apenas seis.
terça-feira, 10 de novembro de 2009
Cultura é...
... ir mais uma vez ao Aud.Mun.Ruy de Carvalho, ouvir um recital de Jorge Moyano. Este recital foi dedicado a Robert Schumann (1810-1856), compositor e pianista alemão, que em 2010 se comemora os duzentos anos de seu nascimento. Jorge Moyano tocou duas das mais conhecidas obras do compositor que faleceu com 46 anos, tocou as oito Fantasiestücke, Op.12, tendo no intervalo das mesmas dado uma explicação sobre elas, depois tocou a Kreisleriana, Op.16, uma obra com oito movimentos para piano solo. Esta obra é uma homenagem de Schumann a Johanness Kreisler, uma personagem de três obras do escritor romântico E.T.A.Hoffmann. Schumann terminou muito cedo a sua carreira de virtuoso do piano devido à paralização parcial da sua mão direita, pois obrigava os seus dedos a executar movimentos incorrectos para uma melhor técnica de execução pianistica.
sábado, 7 de novembro de 2009
Cultura é...
... ir de novo ao Auditório Municipal de Ruy de Carvalho, assistir ao concerto "Novos caminhos", com Eudoro Grade, guitarra clássica, e a Orq.de Câmara de Cascais e Oeiras, com o maestro Nikolay Lalov. Este concerto foi dedicado a compositores que passaram a fronteira dos seus géneros de música para outros e que os puritanos da musíca erudita tanto criticam. Friedrich Gulda (1930-2000), compositor e grande pianista austríaco, interpretou Beethoven, Bach, Chopin, Debussy, Ravel e Schumann. Nos anos 50 começou a interessar-se por jazz, chegando a tocar em concertos musíca clássica e jazz. Chegou a fazer duos de improvisação sobre temas de Bach com o pianista de jazz Chic Corea. Deste compositor a O.C.C.O. interpretou o Quarteto para cordas em Fá Maior. Curiosamente faleceu no dia 27/01/2000, dia de aniversário de Mozart, como era seu desejo. Leo Brouwer (1939), compositor cubano, começou por folclore cubano, mais tarde interessou-se por estilos de vanguarda com influências de Iannis Xenakis e outros. Leo distingue-se pela composição de obras para guitarra solo, concertos de guitarra e bandas sonoras para filmes. Eudoro Grade e a O.C.C.O. interpretaram Seven songs after the Beatles, Yesterday to Penny Lane, arranjos sobre sete temas dos Beatles. Uma maravilha. De Karl Jenkins (1944), compositor Galês, a orquestra tocou Palladio, Concerto grosso para orq.de cordas. Este compositor foi dos três o que menos saltou para o outro "lado", esteve sempre ligado ao jazz ou ao jazz-rock, chegou a ganhar um prémio no Montreux Jazz Festival de 1970. O concerto terminou com dois encores do americano Leroy Anderson (1908-1975), outro compositor que andou por vários géneros de música. Os temas tocados foram, Jazz Pizzicato e Blue Tango, que toda a gente conhece.
Cultura é...
... , com o Auditório Municipal Ruy de Carvalho esgotado, assistir ao concerto de Mário Laginha e Bernardo Sassetti. Este foi o último concerto do Ciclo Internacional de Jazz, Som da Surpresa, organizado pela autarquia de Oeiras e foi um sucesso, como seria de esperar. Os dois pianistas começaram por brindar quem os ouvia com dois temas de Zeca Afonso, Os vampiros e Venham mais cinco, depois dois temas de Mário Laginha, do album "Canções & Fugas", Fuga em Ré Menor e Fado, acabando a primeira parte com o tema Sonho dos outros, de Bernardo Sassetti. Trocando de piano, para acabar o concerto tocaram três temas, um que não identifiquei, um tema do cabo verdeano Bau e que faz parte da bando sonora dum filme de Almodovar, e Trás outro amigo também de Zeca Afonso. Com o público a aplaudir de pé tocaram um primeiro encore, um tema de homenagem a Amália em ritmo de marcha popular, Sardinhas com pimentos assados. De novo com o público de pé o último encore, o tema Despedida, de Mário Laginha, do album "Mário Laginha Bernardo Sassetti", de 2003. Não houve mais encores porque o Sassetti saiu do auditório à pressa pois ainda tinha de ir tocar ao Hot Club. Mais um magnífico concerto destes grandes pianistas.
terça-feira, 3 de novembro de 2009
Cultura é...
... ir ao Aud.Mun.Ruy de Carvalho, em Carnaxide, ouvir o Enrico Rava New Quintet, concerto integrado no Som da Surpresa, Ciclo Internacional de Jazz de Oeiras. Este concerto há última hora sofreu uma alteração de vulto, Enrico Rava adoeceu e no seu lugar tocou o jovem (27 anos) saxofonista Dan Zinkelman, seu aluno. Como ia ouvir o Enrico Rava, este concerto em parte foi uma decepção. A decepção deve-se ao facto de eu não gostar do trombone como "voz" principal, gosto mais como acompanhamento, e na falta do Enrico, foi esse o papel assumido pelo trombonista Gianluca Petrella, muito conceituado no meio jazistico. Sendo actualmente o mais importante trompetista italiano, muito apreciado não só na Europa como nos Estados Unidos, a sonoridade e improvisação de Enrico Rava é fácil de reconhecer. A falta que ele fez ao concerto. Individualmente gostei do jovem saxofonista, muito sóbrio, do baterista e do pianista, embora com uma postura pouco ortodoxa de estar ao piano. Se me perguntarem se gostei do concerto sem o Enrico Rava, a resposta é: Gostar gostei, só que não é a mesma coisa.
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
Cultura é...
... assistir no CCB ao concerto de Brad Mehldau Trio, com Brad Mehldau no piano, Larry Grenadier no contrabaixo e na percussão/bateria Jeff Ballard. Este concerto, com cerca de duas horas e meia e cinco "encores", foi dos melhores concertos de jazz que assisti. Considerado um dos mais importantes pianistas da actualidade, Brad Mehldau, que começou a tocar piano com seis anos, aos vinte e quatro formou um trio que rápidamente se tornou famoso, com o Larry Grenadier e Jorge Rossy na bateria. Este, em 2005 deu o seu lugar a Jeff Ballard. Brad Mehldau embora tendo trabalhos a solo de grande qualidade é em trio que exprime a sua paixão pelo jazz e o seu som é inconfundível. Muito aplaudido e apreciado no nosso país, é a quarta vez que está em Portugal, enche as salas onde actua tal como aconteceu desta vez no Grande Auditório do C.C.B. Brad tem colaborado com o guitarrista Pat Metheny, quer em duo ou em quarteto com os seus companheiros. Entre os temas tocados incluiu um de Chico Buarque, "O que será", um de Paul Simon, "Still crazy after all thses years" e um dos mais conhecidos do album "Day is done", "No moon at all". Um concerto para os seus fans e não só, recordarem e a confirmação do grande pianista que é Brad Mehldau.
terça-feira, 27 de outubro de 2009
Cultura é...
... assistir ao recital do pianista Jorge Moyano, no Aud.Mun.Ruy de Carvalho, em Carnaxide, inserido na Música em Diálogo. Este recital, antecipando o que vai acontecer em 2010, comemorações do bicentenário do nascimento de Frédéric Chopin (1810/1849), compositor polaco, foi totalmente preenchido com quatro baladas e quatro nocturnos, op. 32 nº 2, op. 15 nº 1, op. 9 nº 2 e op. 48 nº 1, do referido compositor. Entre os nocturnos, como não podia deixar de ser, foi tocado o op. 9 nº 2 que toda a gente conhece, mesmo os mais "distraídos" com música clássica. Para quem começou a tocar piano sem que ninguém lhe ensinasse, só tivesse feito 30 recitais ao longo da sua curta vida, 39 anos e ser considerado um dos mais notáveis pianistas de todos os tempos é extraordinário. Quanto a Jorge Moyano, o pianista que mais vezes vi tocar e só se não poder é que falho um recital dele. Gosto dos seus comentários, da forma de tocar, da sua presença no palco. Já o vi tocar na Culturgest, no C.C.B., em Cascais, no Museu do Mar, no Aud.Mun.Ruy de Carvalho, já perdi a conta. A sua interpretação da Rhapsody in blue, de George Gershwin, é uma pequena maravilha, cerca de 17m.
Opinião
Agora que cheguei à dúzia, agradeço que os meus seguidores que têm paciência para me ler, façam uma crítica sobre o que tenho escrito, se escrevo muito, pouco, com ou sem interesse.
É um favor que me fazem, para saber se vale a pena continuar dentro deste estilo ou acabar com o blog.
Aguardo ansioso as vossas opiniões.
É um favor que me fazem, para saber se vale a pena continuar dentro deste estilo ou acabar com o blog.
Aguardo ansioso as vossas opiniões.
Cultura é...
...ir ao Palácio dos Aciprestes, em Linda-a-Velha, assistir ao recital "Jogos de fantasia", com a ucrâniana Olesya Kyba, piano, Jeanne Antoniuk, viola e Ricardo Henriques, clarinete. Tocaram de W. A. Mozart (1756/1791), compositor austríaco, o Trio para piano, clarinete e viola K498, obra das menos conhecidas do compositor. Diz-se que este prodígio da música, com quatro anos já tocava cravo e violino, e se desdobrava em concertos por toda a Áustria, tendo seu pai como "empresário". Aos cinco anos já compunha. Faleceu jovem, com 35 anos, deixando uma vasta obra da qual fazem parte as óperas As bodas de Figaro, Don Giovanni, A flauta mágica, a serenata K525, mais conhecida por Pequena serenata nocturna, a sonata para piano Alla Turca, sinfonias e concertos. De Robert Schumann (1810/1856), compositor alemão, tocaram o Trio para clarinete, viola e piano op. 132 "Histórias de contos de fadas". As grandes influências de Schumann como compositor, são Mozart, Schubert e Beethoven. A fonte de inspiração dos seus mais belos Lieder (canção) é a famosa pianista Clara Wieck, mais tarde Clara Schumann, seu grande amor. Estiveram casados de 1840 até à sua morte, 1856. Schumann faleceu num asilo devido a uma doença mental, com 46 anos. 2010 será o ano do bicentenário do seu nascimento.
Cultura é...
...ouvir um recital da pianista Maria do Céu Camposinhos, inserido na Música em Diálogo, do maestro José Atalaya. Neste recital, a solista interpretou de Felix Mendelssohn (1809/1847), compositor e pianista alemão, as (17) Variações sérias, que segundo alguns especialistas, são a ponte entre as Variações Goldberg, de Bach e as variações de Brahms, e tão esquecidas são. Mendelssohn que faleceu com 38 anos, compôs Sonho de uma noite de Verão com apenas 18 anos. Este ano celébra-se o bicentenário do seu nascimento. Do compositor neoclássico português Armando José Fernandes (1906/1983), ouvimos uma sonatina de 1941, delicada e adorável esta sonatina. A. J. Fernandes integrou o "grupo dos quatro" nos meados do século XX, da qual fizeram parte Fernando Lopes-Graça e Jorge Croner de Vasconcelos. Devo ao maestro José Atalaya ter descoberto este compositor e a sua música, com forte influência modernista que recebeu em Paris, onde esteve três anos com uma bolsa. De Alexander Scriabin (1872/1915), compositor russo, ouvimos os prelúdios op. 11, op. 13, op. 49 e op. 69, embora menos espectaculares mas mais intimistas que outras obras de Scriabin, estes prelúdios não deixam de ser extremamente valiosos. Com uma personalidade riquíssima, este russo foi muito influenciado pela música de um compositor polaco. O genial Chopin. O recital terminou com o conhecido scherzo op. 31 nº2, de Fryderyk (Frédéric) Chopin (1810/1849), compositor polaco que em 2010 serão celebrados os duzentos anos de seu nascimento. Quem não conhece as suas baladas, as suas polacas, as suas valsas, as suas mazurcas, os seus prelúdios, os seus nocturnos ? Foi durante a relação atormentada com a escritora George Sand, entre 1838 e 1947, que escreveu a sua mais bela música. Faleceu em Paris com apenas 39 anos, com a doença que o acompanhou desde os 20 anos, a tuberculose.
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
Cultura é...
... assistir no CCB ao concerto "Enfant d´hiver", de Jane Birkin, cantora, actriz e realizadora britânica, radicada em França desde os anos sessenta. Jane ficou mundialmente conhecida por ter cantado com Serge Gainsbourg, génio maldito da canção francesa, nos anos sessenta, o mítico "Je t´aime...Moi non plus", que se tornou no símbolo da libertação sexual de toda uma geração e hoje considerado um dos maiores clássicos da chanson française. Chegou a ser proíbido em Portugal. Este concerto com o nome do album editado em 2008, o primeiro com todas as letras escritas por Jane Birkin, foi muito intimista, um palco totalmente negro com pequenos pontos de luz sobre cada um dos elementos da banda que a acompanhou, um pianista, uma jovem violoncelista, um guitarrista e um contrabaixo, sobre a cantora um foco. Durante o concerto, cerca de duas horas, interpretou canções do último album e entre outras que não identifiquei, "Ex fan des sixties", "Nicotine" e "For Mustang". Jane que está empenhada na defesa dos direitos humanos, por duas vezes prestou homenagem a Aung San Sun Kyi, "disse" um texto escrito por ela acompanhado com música e outro sem música. Antes de acabar o concerto e dos encores, quatro, uma surpresa. A banda começa a tocar, Jane desce do palco, aparece alguém que lhe entrega uma armação em forma de chapéu de chuva, com pequenas lampadas nas varetas em vez de tecido, começa a cantar subindo pelo corredor entre as cadeiras, sai do auditório, deixa de cantar continuando a banda a tocar, passados alguns momentos aparece num dos camarotes laterais, recomeçando a cantar, sempre com a armação, de novo sai do camarote para segundos depois aparecer na mesma porta por onde saiu e descer pelo outro corredor entre as cadeiras, para por fim entregar a armação a alguém e acabar a canção subindo ao palco, com uma grande salva de palmas. Gostei da música, das canções, do intimismo do palco, gostei de ouvir a Jane Birkin, não a ouvia há muitos anos. Um bom concerto. Para muitos deve ter faltado o sal do "Je t´aime..." mas, já não temos vinte anos, já não somos quem eramos, o contexto não é o mesmo, a Jane não canta como cantava e não tinha a seu lado o Serge, com quem viver de 1968 a 1981.
domingo, 27 de setembro de 2009
Mais cultura é...
...ir ao fim da tarde ao MdO, assistir ao concerto do JaFo Trio, um romeno no baixo, um romeno no vibrafone/cimbalon e um holandês na percussão (udu/cajon). Conforme se pode perceber pelo nome, Ja-Jazz, Fo-Folclore, tocam desde o jazz aos temas tradicionais romenos com alguns intrumentos pouco conhecidos. O cimbalon, é um instrumento muito importante na música folclórica da Europa de Leste e Ásia, o udu é uma espécie de bilha sem fundo e que tem o som parecido com a tabla indiana, tocado por dois povos, Igbo e Hausa, da Nigéria e por fim o cajon, é proveniente do Peru e inventado pelos escravos africanos que para lá foram. Quem já assistiu a espectáculos de flamenco, reparou num percussionista sentado numa caixa de madeira com um buraco à frente, isso é um cajon. Neste concerto o trio tocou, temas tradicionais da Roménia, de John Coltrane, Paco de Lucia, Charlie Parker e Chick Corea. Muito interessante, bom concerto.
Cultura é...
...ir a mais um recital de Música em Diálogo, no Aud.Mun.Ruy de Carvalho, de novo com a pianista Tatiana Pavlova, que hoje tocou mais uma sonata de Beethoven (1770-1827), a sonata nº 29, op.106, com quatro andamentos. Escrita em 1817, foi composta simultâneamente com a célebre Nona Sinfonia. Com 50 minutos e a força e grandiosidade dessa sinfonia o escritor francês Romain Rolland chamou-lhe a Nona Sinfonia do piano, num livro que escreveu sobre Beethoven.
O recital terminou com a concertista a tocar as mesmas peças para piano, as suas "Aguarelas", que tocou na véspera. Estas peças, que já foram tocadas em Itália, foram agora tocadas em 1ª audição em Portugal.
Hoje foi anunciado a morte da pianista espanhola Alicia de Larrocha (1923-2009), com 86 anos, menina prodígio, começou a tocar piano com dois anos e deu o seu primeiro concerto com 6 anos.
O recital terminou com a concertista a tocar as mesmas peças para piano, as suas "Aguarelas", que tocou na véspera. Estas peças, que já foram tocadas em Itália, foram agora tocadas em 1ª audição em Portugal.
Hoje foi anunciado a morte da pianista espanhola Alicia de Larrocha (1923-2009), com 86 anos, menina prodígio, começou a tocar piano com dois anos e deu o seu primeiro concerto com 6 anos.
sábado, 26 de setembro de 2009
Rectificação.
Onde se lê, a plateia aplaudio de pé, deve ler-se, a plateia aplaudiu de pé.
O meu pedido de desculpas.
O meu pedido de desculpas.
Cultura é...
... ter assistido, hoje, ao recital da pianista/compositora russa Tatiana Pavlova (n.1963), inserido na integral das 32 sonatas de Beethoven (1770-1827), escritas pelo compositor alemão em 1802, com 32 anos, já com o drama da surdez a atormentá-lo, e que esta grande intérprete tem vindo a executar no ambito da Música em Diálogo, do maestro José Atalaya.
O recital começou com a sonata nº 27, op.90, com dois andamentos, que o público aplaudio com entusiasmo a sua execução, de seguida foi tocada a sonata nº18, op.31, com quatro andamentos, que no final alguns espectadores aplaudiram de pé. Para finalizar o recital, Tatiana tocou cinco peças para piano, de sua autoria e a que chamou "Aguarelas", a plateia aplaudio de pé, tendo a intérprete ficado muito emocionada. Antes de tocar as peças, anunciou que vai dedicar-se à composição pois nos últimos anos só tocou obras de outros compositores. Acho que irá ter sucesso, pelo que ouvimos no recital de hoje. Gostei imenso das cinco peças que tocou.
Como curiosidade, posso dizer que, em 1998, foi concedida à pianista a cidadania portuguesa por mérito artistico e que, a residir à dez anos em Itália, tem como hobby desenhar os seus próprios vestidos.
domingo, 20 de setembro de 2009
Cultura é...
... ir hoje, dia 20/09 às 12h00, ao Museu da Electricidade, em Belém, assistir ao recital "Dualidades", com a pianista Carla Seixas e o barítono José Corvelo, do programa fizeram parte duas canções de Falla, três canções napolitanas, duas brasileiras, uma ária da ópera "Don Giovanni", de Mozart, "What a Wonderfull World", canção imortalizada por Louis Armstrong e "Unforgetable", tornada célebre por Nat King Cole. Este recital está incluido no programa de Verão deste Museu e realizou-se entre 5 de Julho e 27 de Setembro, com intérpretes pouco conhecidos do grande público. Momentos musicais bastante agradáceis.
... ir hoje, dia 20/09 às 17h00, ao Jardim da Estrela, no ambito do festival Out Jazz, asistir ao encontro de jazz, com o pianista Filipe Melo e o guitarrista Bruno Santos, tocando standards, entre eles temas de John Coltrane e Thelonious Monk.
... ir hoje, dia 20/09 às 17h00, ao Jardim da Estrela, no ambito do festival Out Jazz, asistir ao encontro de jazz, com o pianista Filipe Melo e o guitarrista Bruno Santos, tocando standards, entre eles temas de John Coltrane e Thelonious Monk.
sábado, 19 de setembro de 2009
Cultura é...
... ter assistido no passado dia 18, no CCB, ao concerto Crossing Borders, da OSP-Orquestra Sinfónica Portuguesa, dirigida pela elegante e sóbria maestrina inglesa Julia Jones, com a participação especial do virtuoso pianista Artur Pizarro, na "Rapsódia Portuguesa para piano e orquestra", do compositor espanhol Ernesto Halffter (1905-1989), notando-se ao longo da execução desta obra a forte influência do fado e do fandango. O concerto incluia, a Abertura da ópera "O Navio Fantasma" (1841), de Richard Wagner (1813-1883), compositor alemão, que escreveu a obra "O Anel do Nibelungo"-O ouro do Reno (1853), A Valquíria (1854) Sigfrid (1856) e O Crepúsculo dos deuses (1869). Antes do intervalo ouvimos "An American in Paris", do compositor norte-americano George Gershwin (1898-1937), que nos retrata a sua primeira visita a Paris. Esta obra tornou-se conhecida por ter sido adaptada a banda sonora dum filme de V. Minnelli. George Gershwin, que em 1924, a pedido dum chefe de orquestra de jazz, escreveu em duas semanas uma das suas peças mais famosas, "Rapsody in Blue", composição para piano e orquestra. Após o intervalo, a OSP tocou a Sinfonia nº 3 "Escocesa", sem pausas, como o seu compositor, o alemão Felix Mendelssohn-Bartholdy (1809-1847), quis. Esta sinfonia foi inspirada numa viagem que Mendelssohn efectuou à Escócia. Com 17 anos, escreveu a abertura do "Sonho de uma noite de Verão", que mais tarde iria acabar incluindo a "Marcha Núpcial".
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
Perder cultura é...
... não assistir ao Concerto Inaugural da Temporada do CCB, no passado dia 13/09, com a Orquestra Divino Sospiro, orquestra residente no CCB, e L´Arpeggiata, ensemble criado e dirigido pela austríaca Christina Pluhar, guitarrista, alaúdista, tiorbista e harpista (instrumentos do Renascimento e do Barroco). Do programa terão feito parte danças sul-americanas, italianas, alemãs, castelhanas e catalãs, fazendo um recuo musical de 300 anos. Segundo informação dada pela maestrina, em entrevista, o clarinetista italiano Gianluigi Trovesi, um músico do jazz de improviso, terá feito parte integrante do espectáculo, o que faz com que eu tenha ainda mais pena de não ter assistido ao concerto.
Segundo me informaram, foi um espectáculo muito original e de improviso, tal como é intitulado "All´Improviso", especialmente pelos instrumentos que o compõe, cantora, corneto, percussão, clarinete, uma mimo e a tiorba, tocada pela Christina Pluhar.
Como não estava cá e não se pode ter tudo...
segunda-feira, 7 de setembro de 2009
Cultura é...
...ir visitar o veleiro M/S Hulda, com cem anos, construido em 1905, onde morou com a família durante vinte anos o artista, turco-sueco, Ilhan Koman (1921-1986). O Festival Hulda apresenta eventos que celebram a confluência da arte e da ciência em redor do veleiro que Koman renovou e transformou no seu lar e oficina. No Hulda poderão ser vistas até 13/09, no Parque das Nações as esculturas cientificas da artista. Acabando o Festival, o barco passará a ser um centro cultural e cientifico itinerante a partir da Turquia.
Cultura é...
...ir assistir ao espectáculo "Che Argentino Soy", do Ballet Int. La Costa Argentina, nos Jardins do Palácio do Marquês de Pombal e ficar a saber que o termo "Che" é uma expressão do castelhano, utilizado para se referir a uma pessoa de origem Argentina, daí o apelido "Che" Guevara.
...ir assistir a um concerto da O.C.C.O. no Palácio Marquês de Pombal, e ficar a saber que Haydn foi grande amigo de Mozart e professor de Beethoven. A O.C.C.O. fechou este concerto com a Sinfonia nº45 "A despedida". última obra escrita por Haydn para a família Esterházy, que o tinha contratado para ele e a sua orquestra tocarem só para eles, enviando-os para uma povoação longe de Viena, pagando-lhes mal e não os deixando sair para lado nenhum. Esta sinfonia foi o grito de revolta de Haydn e a O.C.C.O. no último andamento, a sinfonía tem quatro, com encenação muito original fez os seus músicos sair, um ou dois de cada vez, com a orquestra a tocar até sairem todos, incluindo o Maestro.
Subscrever:
Comentários (Atom)