segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
Cultura é...
... assistir ao recital "F.Chopin e R.Schumann-200 Anos". Este recital realizado no belíssimo espaço que é o salão nobre do Palácio dos Aciprestes, em Linda-a-Velha, teve como intérprete o pianista italiano Antonio di Cristofano. Este pianista executou, de Frédéric Chopin (1810-1849), o Scherzo, Op. 26, nº 1 e o Scherzo, Op. 31, o Nocturne, Op. 9, nº 1 e o nº 2 e a Polonaise Fantaisie, Op. 61 e de Robert Schumann (1810-1856), o Arabeske, Op. 18 e a Sonata, Op.22. Com o salão cheio como nunca vi, o público aplaudiu de pé o pianista, que nos brindou com um encore tocado só com a mão esquerda. Antonio di Cristofano, que tem actuado nos mais importantes festivais, já tocou no Carnegie Hall, em Nova Iorque e no Konzerthaus de Viena, recentemente. Este pianista que ouvi tocar pela primeira vez, impressionou-me pela energia que põe nas suas interpretações. Chopin, de origem polaca, viveu a maior parte da sua vida em Paris, onde conheceu George Sand, pseudónimo da escritora Amandine Aurore Lucile Dupin, que foi sua amante. Foi na casa de campo da escritora que Chopin compôs a maior parte da sua obra, quase totalmente dedicada ao piano. Quanto a Schumann, nascido na Alemanha, como seu pai era bibliotecário, desde cedo contactou com as melhores obras literárias, tendo começado a estudar Direito. O grande interesse pela música e a admiração por Paganini, levaram-no a Leipzig para se dedicar à música, estudando piano e composição. Em Leipzig estudou piano com aquele que viria a ser seu sogro, Friedrich Wieck, pai da pianista Clara Wieck, mais tarde Clara Schumann. Devido às duas grandes paixões, música e poesia, é autor de magníficos lieder (canções).
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