domingo, 10 de janeiro de 2010

Cultura é...

... ir assistir ao "Concerto de Ano Novo". Este concerto, apresentado no Auditório do Colégio Marista de Carcavelos pela O.C.C.O. é sempre um êxito, o auditório estava quase cheio, não obstante a hora tardia, 18h30, e o tempo nada convidativo. A orquestra começou por tocar o Prelúdio e Mazurka da Suite do Ballet "Coppélia", do compositor francês Léo Delibes (1836-1891), de seguida a mezzo-soprano Paula Morna Dória interpretou duas árias da "Carmen", de Georges Bizet (1838-1875), Chanson Bohéme e Séguidille. Após estas duas
árias, Lilia Donkova, violinista da orquestra, acompanhada pela mesma tocou a solo a peça Romança, do compositor e violinista polaco Henry Wieniawski (1835-1880), segundo o maestro Lalov, este violinista poder-se-ia comparar ao grande Paganini. Antes do intervalo, a Paula Morna Dória, cantou de Gioachino Rossini (1792-1868), da ópera "L´Italiana in Algeri", a ária Cruda sorte!Amor tiranno! Após o intervalo, a orquestra tocou de Rossini, a Abertura da ópera "Il Signor Bruschino". As tão aguardadas valsas e polkas começaram com o austríaco Johann Strauss Jr. (1825-1899). Começamos por ouvir, a Valsa do Imperador Op. 437, quase uma peça orquestral, dedicada ao Imperador austro-húngaro Francisco José, em 1888. De regresso ao palco, Paula Morna Dória, cantou uma ária da ópera "O morcego", primeiro grande êxito de Johann Strauss II. De Josef Strauss (1827-1870), irmão de Johann, ouvimos a orquestra tocar a polka, Die Libelle, Op. 204. Com árias das óperas "La Perichole" e "La Grande Duchesse de Gérolstein", de Jacques Offenbach (1819-1880), compositor francês e pai das operetas, a mezzo-soprano Paula Morna Dória terminou a sua actuação. De novo com Johann Strauss II, ouvimos a O.C.C.O., com o maestro Nikolay Lalov no violino, a valsa Tales from the Vienna Woods, Op. 325 e de Josef Strauss, a polka rápida Ohne Sorgen, Op. 271. Para finalizar, com o público a acompanhar com palmas, a tão esperada Marcha de Pompa e
Circunstância, Op. 39, do compositor inglês Edward Elgar (1857-1934). Nota final, certo dia, Johann Strauss, criador das valsas vienenses, em conversa com Hector Berlioz, de quem era admirador, disse que gostava de ser como ele e saber compor música para a alma, tendo Berlioz respondido que gostava de ser como ele e saber compor música para as pernas, por as valsas serem para dançar.

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