domingo, 20 de março de 2011

Cultura é...

... assistir no Grande Auditório do CCB, à oratória "As Estações", do austríaco Joseph Haydn (1732-1809). Esta obra, que Haydn levou três anos a compôr, entre 1798 e 1801, foi interpretada pela Orquestra Metropolitana de Lisboa, o Coro Sinfónico Lisboa Cantat e os solistas, Marlis Petersen (soprano), Mark Padmore (tenor) e Dietrich Henschel (baixo). Esta obra, que não conhecia, e gostei imenso, é muito bonita. Leva-nos pelo deslumbramento da Primavera, pelo calor do Verão, pelas colheitas de Outono e pelos rigores do Inverno. Devido à sua extensão, cerca de três horas, por isso ser poucas vezes executada ao vivo, os interpretes pediram para haver um pequeno intervalo. Esta obra não teve tanto sucesso como A Criação, não pela música, pois o génio de Haydn continua presente nesta obra, mas pelo libreto, pois os temas versados, o dia a dia, não se adaptam a uma oratória. Belíssimo concerto. Magníficos solistas, o Lisboa Cantat muito bem e a OML com a Ana Pereira (concertino) em grande plano. Com o público a aplaudir de pé, os interpretes tiveram de vir ao palco três vezes.

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