terça-feira, 23 de novembro de 2010
Cultura é...
... assistir no Grande Auditório do CCB ao "Concerto de Aniversário", dos 164 anos, do BANCO DE PORTUGAL. Neste concerto, a Orquestra Metropolitana de Lisboa dirigida pelo maestro croata Berislav Skenderovic, em substituição do maestro Michael Zilm, tocou obras de Robert Schumann (1810-1856), Johannes Brahms (1833-1897) e Ludwig van Beethoven (1770-1827). O concerto abriu com Abertura, Scherzo e Final, Op. 52, de Schumann, obra incaracteristica, a que o compositor não soube o que chamar, se «sinfonia», «suite» ou simplesmente o nome aqui apresentado. Esta foi a segunda obra orquestral de Schumann, após a Sinfonia nº 1, pois até 1840, era conhecido como um compositor de "miniaturas" para piano. De Brahms, ouvimos o Concerto para violino e violoncelo em Lá menor, Op. 102, a sua última partitura orquestral, apesar de ter sido escrita dez anos antes de ter falecido. Obra em que a parte orquestral é predominante, o violino e o violoncelo "dialogam" continuamente entre si, embora o violoncelo assuma liderança ao introduzir sempre os temas melódicos principais. Com os solistas Liviu Scripcaru, no violino e Marco Pereira, no violoncelo, em grande plano, ouvimos uma obra em que coexistem dois dos principais emblemas de toda a carreira de Brahms: a música de câmara, com os solistas e a música sinfónica, com a orquestra. Após o intervalo ouvimos a Sinfonia nº 3 em Mi bemol maior, Op. 55, "Heroica", de Beethoven. Escrita quando Beethoven tinha 33 anos, esta obra marca o momento de viragem do Classicismo para o Romantismo. Dos quatro andamentos desta sinfonia, o mais conhecido é o 2º, a Marcha fúnebre. Mais uma belíssima actuação da OML.
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