domingo, 25 de abril de 2010
Cultura é...
... assistir no CCB ao último dia dos "Dias da Música em Belém". Para começar, no Grande Auditório, ouvi a orquestra Divino Sospiro dirigida por Massimo Mazzeo, seu fundador, acompanhar o italiano Pietro Prosser no alaúde e o contratenor Cenk Karaferya, em obras do compositor alemão Georg Muffat (1653-1704), do italiano Giovanni Bononcini (1670-1747), de Antonio Vivaldi (1678-1741) e de George Frideric Handel (1685-1759). Gostei muito deste concerto pois sou grande apreciador do alaúde e de contratenores. Nova fuga à música clássica. Na Sala Fernando Pessoa, fui ouvir Blues a Solo, com Corey Harris, cantor e guitarrista de blues norte americano, muito aplaudido no final este magnífico bluesman. No Pequeno Auditório, assisti ao concerto que menos apreciei. Com direcção do violoncelista Bruno Borralhinho, o Ensemble Mediterrain, fundado em Berlim em 2002, interpretou duas obras de Isaac Albéniz (1860-1909), os Poèmes d´Amour e a Suite Española Op.47. Não gostei dos Poèmes d´Amour porque o ensemble foi acompanhado por uma narradora a ler os poemas, um bocado maçador, e a Suite Española, que gosto muito e conheço bem de ouvir em piano, foi uma decepção tocado por um agrupamento de música de câmara. Após este concerto que não apreciei fui ouvir um concerto que aguardava com expectativa. Com o título de Sementes do Fado, e com Os Músicos do Tejo, Ana Quintans, no canto, Ricardo Rocha, guitarra portuguesa e Marcos Magalhães no cravo, foi uma agradável surpresa esta fusão entre o fado tradicional, a guitarra portuguesa, e o barroco, com o cravo. Com as obras apresentadas ficámos a conhecer parte do ambiente musical que se vivia em Portugal entre a segunda metade do século XVIII e o início do século XIX. ... e talvez as origens do fado. Por fim, ouvi no Grande Auditório o Concerto de Encerramento dos Dias da Música de 2010, a Sónia Alcobaça, soprano, Paz Martínez Gil, contralto, Mário Alves, tenor e Alfredo García, barítono, o Coro Sinfónico Lisboa Cantat, dirigido por Jorge Alves e a Orquestra Sinfónica Metropolitana, dirigida pelo maestro Cesário Costa, interpretaram a Sinfonia nº 9 Op.125, "Coral", de Ludwig van Beethoven (1770-1827). Esta sinfonia que foi composta já em surdez absoluta, marcou uma revolução musical, o coro e os solistas foram pela primeira vez integrados numa sinfonia. O final é espectacular, com a conhecida Ode à alegria. Este ano foram "A paixões da alma", em 2011, será "A Europa e o Novo Mundo".
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